I Encontro da FIPRJ – entrevista com Wilson Batista (e Choque invade Aldeia Maracanã)

I Encontro da Frente Independente Popular do Rio de Janeiro – entrevista com Wilson Batista, relojoeiro, vegetariano desde criança, vítima da contaminação de uma Coca-Cola. A Coca-Cola continha restos de rato. Hoje, Wilson é quase paralítico.

Em seguida, imagens da invasão do Batalhão de Choque na Aldeia Maracanã.

PLENÁRIA DESTE SÁBADO ADIADA!

Companheiros,
infelizmente tivemos que adiar a plenária da FIP prevista para este sábado, dia 21, por falta de local! A UERJ entrou em recesso antecipado pelos motivos que já sabemos. Teremos que remarcar para janeiro para podermos fazer a plenária final do I Encontro, interrompida pela invasão criminosa da tropa de choque à Aldeia Maracanã no último domingo. Nos vemos em breve!

PLENÁRIA FINAL DO 1º ENCONTRO DA FIP

Compas,

como ficou combinado após a criminosa invasão da Aldeia Maracanã pela tropa de choque no último domingo, que interrompeu a PLENÁRIA FINAL DO I ENCONTRO DA FIP, realizaremos essa plenária no PRÓXIMO SÁBADO (amanhã), A PARTIR DAS 9H. Com a antecipação do recesso na UERJ, ainda vamos confirmar o local desta plenária. Pedimos que todos fiquem atentos, que  a qualquer momento confirmaremos o local.

Esperamos os companheiros, para JUNTOS construirmos a luta INDEPENDENTE e COMBATIVA no Rio de Janeiro!

Nota do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos- CEBRASPO em rechaço à ação violenta e ilegal do estado na desocupação da Aldeia Maracanã

Na manhã dessa segunda-feira foi feita a remoção ilegal da Aldeia Maracanã, um espaço tombado pelo patrimônio. Ativistas e indígenas foram detidos de forma truculenta, mostrando mais uma vez que a única linha que o Estado têm é a de violência e arbitrariedade.Os últimos acontecimentos comprovam o fato de que na tarde de ontem a PM só não entrou na Aldeia por conta do número de pessoas dispostas a resistir que se encontravam no local para o I Encontro da Frente Independente Popular – RJ.A Tropa de Choque, com intuito de inviabilizar as lutas contra a COPA e as eleições em 2014, foi enviada à Aldeia Maracanã para desocupar um espaço que tem sido o centro da resistência indígena e das demais lutas sociais e também para impedir o Encontro da Frente que tem mobilizado a juventude combativa do Rio de Janeiro.

O Estado e a construtora Odebrecht vem roubando a população há anos e agem em ação conjunta para garantir que ocorra a COPA de 2014, tomando do povo um local estratégico para a realização dos megaeventos.

O ocorrido na Aldeia demonstra que o povo e a juventude estão prontos para lutarem e se mobilizarem principalmente contra acontecimentos como esse.

O CEBRASPO defende o incondicional direito do povo lutar pelos seus direitos.

RJ: Resistência marca o vitorioso encontro da FIP na Aldeia Maracanã

Do blog do jornal A Nova Democracia: http://www.anovademocracia.com.br/blog/rj-resistencia-marca-o-vitorioso-encontro-da-fip-na-aldeia-maracana/

Publicado em 16/12/2013

 

RJ: Resistência marca o vitorioso encontro da FIP na Aldeia Maracanã

Fotos extraídas nas redes sociais.

Por Rafael Gomes Penelas / A Nova Democracia

O primeiro Encontro da Frente Independente Popular (FIP) realizado na Aldeia Maracanã nos últimos dias 14 e 15 de dezembro foi um marco para a luta popular no Rio de Janeiro.

Construída com o suor e disposição de seus ativistas e organizações independentes que a compõem, a FIP desde as jornadas do meio do ano vem se destacando como um campo de luta combativo na capital fluminense e servindo de exemplo para outros estados. O I Encontro, como não poderia deixar de ser, também foi organizado de forma independente. A reforma do espaço, eletrificação, alimentação, segurança, ornamentação, finanças: tudo! Tudo construído sem um centavo de governo, partido eleitoreiro, empresa, etc. O que, de fato, predominou foi o próprio esforço de cada um que ajudou a construí-lo. Um clima de intenso companheirismo cercou o ambiente.

A plenária de abertura do Encontro na manhã de sábado lotou a Aldeia Maracanã e, além das diversas organizações e militantes independentes, contou com a participação de representantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia, companheiros que participaram da resistência armada contra o regime militar, trabalhadores da saúde, professores, movimentos de favelas e jornalistas de mídias populares. As falas iniciais deram o tom do evento: avanço das mobilizações, combatividade, apoio às lutas populares em outras regiões do país e no mundo, fim das ilusões com o velho Estado, rechaço aos megaeventos da burguesia e à farsa eleitoral.

Como demonstração do seu apreço pela juventude combatente do Rio de Janeiro, a LCP doou caixas de mel produzido pelos camponeses especialmente para o encontro. A reportagem de A Nova Democracia acompanhou a atividade e também deixou sua saudação.

Após a plenária, o encontro foi dividido por Grupos de Discussão com os diversos temas: Educação, Saúde, Terrorismo de Estado, Acesso a Terra e Questão Indígena, Sindicalismo Revolucionário, Copa do Mundo, Eleições e Direito a Cidade. A primeira parte das discussões serviu para todos os grupos fazerem um balanço do ano e da atuação da FIP nas diversas lutas que ocorreram na cidade. A segunda parte foi para aprofundar os debates em cada tema e sugerir propostas para organizar a luta em 2014, ano da Copa do Mundo da grande burguesia.

Resistência no segundo dia: PM invade Aldeia Maracanã

No início das atividades do segundo dia foi informado que os indígenas ocuparam, durante a noite, o espaço (ao lado) do terreno pertencente à Aldeia que estava sendo utilizado como escritório pela construtora Odebrecht para as obras de reforma do Maracanã. Quando receberam a informação que as instalações estavam sendo demolidas, os índios decidiram agir e ocupar o seu legítimo local. A FIP decidiu apoiar a ocupação.

Não tardou e a odiosa tropa de choque da PM foi acionada e permaneceu nos arredores do Maracanã. Para seu sujo serviço, ela contou com o apoio dos abutres da polícia (os P2s) que, desde o dia anterior, rodeavam a região. No início do confronto, a PM chegou a lançar gás lacrimogêneo no espaço onde se encontravam, inclusive, crianças e idosos.

Quando a plenária final do encontro teve início, a tropa de choque invadiu o prédio ao lado. Os participantes do evento da FIP se posicionaram e decidiram pela resistência combativa, motivo o qual a polícia decidiu não ocupar a Aldeia.

A resistência prosseguiu durante a noite. Na manhã desta segunda-feira, a tropa de choque invadiu o local. Os moradores e indígenas da Aldeia mais uma vez se vêem diante de uma situação absurda na qual os cassetetes da PM são a “resposta” para suas reivindicações. Ônibus da polícia levaram os presos para a 18ª DP. A reportagem deAND está acompanhando os fatos e manteremos nossos leitores informados pelas redes sociais.

 

 

 

EM DEFESA DA ALDEIA MARACANÃ!

EM DEFESA DA ALDEIA MARACANÃ!

A Frente Independente Popular do Rio de Janeiro realizou nos dias 14 e 15 de Dezembro seu 1º Encontro. Em dois dias, centenas de pessoas – representando amplas frentes de luta como a juventude combatente, mulheres revolucionárias, trabalho em favela, advogados ativistas, estudantes, professores, operários, camponeses, entre outras – discutiram de forma horizontal o …balanço das lutas de 2013 e as perspectivas para 2014. O Encontro da FIP representa um marco da luta popular em nossa cidade, mostrando que o povo pode construir suas mobilizações de forma independente dos partidos eleitorais e do Estado.
A decisão de realizar o Encontro na Aldeia Maracanã se insere na nossa compreensão da importância desse espaço para a luta popular em nossa cidade. Em semanas de trabalho coletivo, a FIP buscou apoiar concretamente a Aldeia através de mutirões que visaram a recuperação e levantamento da infraestrutura que foi depredada pelo Estado ao longo de anos de descaso. O esforço e a contribuição voluntária dos ativistas (além de doações) viabilizaram a árdua tarefa, uma vez que a FIP e a Aldeia Maracanã não contam com nenhum tipo de financiamento institucional. Um dos princípios que defendemos e praticamos é a necessidade de andarmos com as nossas próprias pernas.
A ocupação do prédio da Lanagro foi fruto de decisão autônoma e exclusiva dos companheiros indígenas da Aldeia Maracanã. A FIP, como Frente combativa e combatente, colocada diante da decisão dos companheiros, cumpriu seu papel: apoiar incondicionalmente a resistência popular. No domingo, sem contar com qualquer ordem judicial, a Tropa de Choque invadiu o terreno da Aldeia e, portanto, o próprio Encontro da FIP. Porém, seus planos naquele momento foram frustrados pois se depararam com a resistência unificada dos ocupantes da Aldeia e dos participantes do Encontro da FIP que impediram em bloco coeso a invasão da PM. Essa é a verdade dos fatos, comprovada por todas e todos que estavam presentes.
Vale lembrar que em março, a remoção da Aldeia Maracanã foi a senha para o despertar da revolta popular – que desembocou meses depois nas jornadas de junho. Entendemos que a opressão só aumenta a necessidade de resistência. Mais uma vez, a ação desse Estado fascista se converterá no seu contrário, ou seja, numa retomada da mobilização popular que terminará por impor a Cabral e sua quadrilha outra derrota história. A Aldeia Maracanã resistirá e a FIP estará firmemente ao seu lado, trilhando seu caminho de combatividade, classicismo e independência.

FRENTE INDEPENDENTE POPULAR
UNIVERSIDADE INDÍGENA ALDEIA MARACANÃ

Resistência na Aldeia Maracanã, 16 de Dezembro de 2013.

AMANHÃ – 13/12, 9h – grande MUTIRÃO de reparos da Aldeia Maracanã!

Todos/as ao trabalho coletivo!

Companheiros/as: o que têm tido de árduos esses dias de trabalho coletivo na Aldeia Maracanã, têm tido também de gratificantes. Temos, a cada entulho removido, a cada trabalho iniciado e terminado, por mais modesto que seja, reafirmado na prática nosso compromisso com a luta do nosso povo. A Frente Independente Popular, assim como os companheiros da Aldeia, trilharam um caminho sem volta de ruptura com o Estado e com aqueles que só se importam com as lutas do povo às vésperas de campanha eleitoral. Afirmamos nossos princípios de nos sustentarmos com nossos próprios esforços, apoiados nas nossas próprias pernas. Não temos rabo preso ou “boquinha” com ninguém, não apoiamos nenhum candidato, e isso nos permite sermos livres para tomarmos as decisões que achamos justas a cada momento, estejam certas ou não.

Fazemos um chamado a todos para SEXTA-FEIRA ÀS 9:00 se somarem ao trabalho coletivo na Aldeia Maracanã. Faremos, lá, um grande mutirão. Mais do que um problema logístico, participar do trabalho coletivo, aprendendo e ensinando uns com os outros, é um profundo ato político. Precisamos de mais e mais braços, e a você que acha que um a mais não faz falta, dizemos: faz falta sim!

Viva a luta popular!