Direção oportunista do PSTU plantou calúnias e colheu maior desmoralização

Por Movimento Estudantil Popular Revolucionário(MEPR)

Pretender combater o imperialismo sem combater inseparavelmente o oportunismo não passa de fraseologia oca”.

(Lênin).

Balanço sobre a campanha em resposta às mentiras difundidas pela direção do PSTU contra a FIP-RJ, o MEPR e a imprensa popular

Horas após a publicação de notas mentirosas assinadas pelo PSTU Rio acusando “grupos maoístas” e “40 militantes assumidamente ligados a FIP” de terem tentado invadir sua sede –a palavra “atentado” apareceu somente muitas horas depois, numa nota chamada “oficial” sobre o caso –o Movimento Estudantil Popular Revolucionário publicava seu pronunciamento, aonde apontava a respeito da campanha difamatória movida por aquele partido sindical-eleitoreiro:

Só que o tiro sairá pela culatra, mais uma vez. Dizem que ‘provocadores’ (linguajar típico da polícia) assumidamente ligados a FIP tentaram ‘invadir sua sede’. Provem, senhores, a veracidade do que dizem! Que faixa, cartaz ou qualquer material fazem daqueles ativistas pessoas ASSUMIDAMENTE ligadas a FIP? Provem que qualquer militante do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) estava na sua sede ou arredores na noite de ontem! Provem, através de qualquer vídeo, foto ou outro meio que o que dizem não é uma mentira deslavada! Como mentem, não poderão fazê-lo, o que só aumentará sua desmoralização no seio do movimento popular. Isso é certo”.

Dito e feito. Passada uma semana, na qual a direção do PSTU errou de versão em versão, tentando “corrigir” a realidade de modo a comprometer de qualquer forma nosso Movimento em referido episódio, escrevendo notas onde a narração dos fatos se confundia com digressões pseudo-teóricas, visando claramente induzir os leitores ao erro, o que vemos é que tudo aquilo que dizíamos em nossa Nota comprovou-se como verdadeiro. Alguns sindicatos e organizações se pronunciaram contra a tentativa de invasão a sede, mas nenhum se atreveu a acusar a FIP-RJ e o MEPR, tamanha a inconsistência e irresponsabilidade das injúrias vomitadas pela direção do PSTU. Ao cabo e ao fim, a imensa campanha de “solidariedade” ao PSTU resumiu-se à sua própria militância. Nos últimos dias, em manobra desesperada para salvar as aparências, vieram acusar o jornal A Nova Democracia e os coletivos midiativistas do Rio de Janeiro, que cumprindo seu dever profissional, cobriram o fato e afirmaram unanimemente que em hipótese alguma se tratou de ação orquestrada, muito menos pela FIP-RJ e o MEPR. Que queria o PSTU? Que eles mentissem, e comprassem a versão caluniosa conveniente à direção de seu partido?

Já circula vídeo na internet que mostra que ativistas da FIP-RJ e do MEPR foram ao “ato em desagravo” ao PSTU, por eles convocado, no dia 02/04, com objetivo de pessoalmente esclarecer os fatos. Mas a verdade não interessava ali, e sim o palanque para reproduzir a farsa, de modo que os ativistas foram impedidos de entrar no Sindicato dos Petroleiros –incluem-se entre os “barrados” dois petroleiros, uma das quais é filiada ao sindicato desde 1974! Bela demonstração do apreço que têm à “democracia operária”! (link em: http://vimeo.com/91437000)

Cresce também a exigência da publicização do Boletim de Ocorrência registrado na delegacia pelo PSTU. Sim, os que acusam a juventude combatente de fascista recorrem a mais fascista de todas as instituições, a polícia, para resolver seus problemas. Diante disso, têm a obrigação de tornar público o que disseram, para que os ativistas possam se prevenir contra qualquer manobra do Estado de modo a se utilizar desse artifício para investigar organizações populares, o que lhe seria bem conveniente, às vésperas da Copa do Mundo.

PSTU: quinta-coluna do PT no movimento popular

Muitos companheiros e companheiras disseram que não se tratava de prosseguir nesse debate, que se trataria de “picuinhas”, que era necessário seguir em frente, tocar nossas lutas, e ponto final. Entendemos que essa é uma visão equivocada. Não está em jogo apenas o que aconteceu ou não, embora, claro, isso seja parte do problema. E fundamental entendermos que a manobra da direção do PSTU visa desqualificar e desmoralizar os setores mais combativos e ativos do movimento popular do Rio de Janeiro, desqualificar e desmoralizar a Frente Independente Popular que se converte cada vez mais numa referência nacional de organização classista e antieleitoral. Agindo de fato como polícia política, a direção do PSTU ajuda o Estado reacionário a criar opinião pública favorável ao aumento da repressão e aprovação de uma série de legislações fascistas, cumprindo papel de quinta-coluna particularmente do PT no interior do movimento de massas.

Realmente, desde o estalo das já históricas jornadas de junho, qual a posição desse partido? Nos seus melhores momentos teve posições dúbias, acusando o Estado e os manifestantes pela “violência”, termo aliás sofrível e antimarxista, pois que não existe violência em geral e sim uma violência concreta, de classe, reacionária ou revolucionária. Enquanto centenas e milhares de jovens enfrentavam com inegável heroísmo o aparato repressivo, comovendo todos os oprimidos desse país e considerável setor da própria intelectualidade, o PSTU via fascistas em toda parte, e seus militantes estavam nos atos mais preocupados com outros manifestantes do que com a própria polícia. Isso é um fato, ocorrido em todo o país e visto por todos, e só a subestimação da inteligência alheia pode fazer a direção do PSTU crer que pode eludir essa postura vexatória com frases pomposas sobre a “história das barricadas”. Porém, em outros momentos, de forma cristalina, a direção do PSTU não foi dúbia, alinhou-se escancaradamente com a reação.

Tomaremos apenas dois exemplos significativos. O primeiro ocorreu logo após a histórica marcha dos 100 mil pela educação no Rio, no dia 7 de outubro, quando os trabalhadores e a juventude combatente atacaram com paus, pedras e coquetéis molotov a Câmara de Vereadores. Tratou-se de justa resposta das massas a brutal e selvagem repressão policial desatada contra os professores grevistas nos dias 31 de setembro e 1 de outubro, quando um policial chegou a quebrar um cassetete sobre um manifestante e postou no facebook: “Foi mal, fessor”. Nem os mais encarniçados inimigos do povo puderam negar que milhares de pessoas tomaram parte nos confrontos naquele dia. Mas o presidente nacional do PSTU teve posição diversa. Zé Maria postou em seu facebook um texto com o seguinte título: “Viva a luta dos educadores no Rio de Janeiro! E chega de Black Bloc’s”. Ou seja: rigorosamente a mesma posição da Rede Globo. Ocorre que milhares de professores em greve, reunidos em assembléia após a histórica Marcha, deliberaram por ampla maioria que todos os setores eram bem-vindos aos atos, inclusive os Black Bloc’s. Que fez Zé Maria? Voltou atrás, no melhor estilo Arnaldo Jabor, e disse: “A forma com que abordei o assunto não foi correta. Em particular a frase que está no título ‘Chega de Black Bloc’s’ não corresponde ao conteúdo da opinião que considero correta acerca desse agrupamento”.

Não se pode considerar essa desculpa envergonhada uma sincera e fundamentada autocrítica. Palavra essa que, aliás, essa gente inchada de arrogância (provavelmente aprendida de seu “líder” Trotsky, sujeito cuja vaidade beirava as raias da insanidade mental) parece desconhecer. Prova disso é que logo após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, quando o advogado miliciano Jonas Tadeu induziu um de seus clientes a acusar partidos e a FIP-RJ de financiar o “vandalismo”, no momento em que a histeria fascista contra a juventude combatente ía no auge, o PSTU emitiu nota à imprensa aonde cometia tal discurso:

Não temos nenhuma relação com os rapazes acusados de acender o rojão que vitimou o cinegrafista. Nas manifestações do ano passado, o PSTU foi o único partido de esquerda a contestar e discordar publicamente dos métodos empregados por estes setores do movimento social. Exigimos que se apure a denúncia de financiamento desses jovens”…

Pronunciamento nojento, reacionário! Aproveitando-se da histeria fascista, justifica-se de forma humilhante perante os monopólios de imprensa, dizendo ter sido “o único” que discordou etc e tal e, pior ainda, exige que se apure o financiamento dos jovens, comprando a patranha do governo Cabral para dizer que a causa da resistência das massas foi um interesse mesquinho, e não a revolta contra a repressão! Comparem tal Nota, notinha melhor dizendo, pelo seu conteúdo, com a corajosa, combativa e esclarecedora nota da FIP-RJ que, aliás, embora citada igualmente por Jonas Tadeu, não teve seu pronunciamento reproduzido pelos monopólios de imprensa. Por que será?

Poderíamos citar tantos casos como esse que encheriam páginas e páginas. Enquanto diversas organizações combativas e revolucionárias ganharam grande impulso com a rebelião popular, o que é mais do que natural, o PSTU viu inclusive vários militantes saírem de suas fileiras, alguns chegando a publicar avaliações onde desmascaram o oportunismo da sua direção, que visa esconder com um palavrório de esquerda uma prática de direita.

Um partido que se reivindique revolucionário deveria ter vergonha de ser alvo da repulsa da juventude combatente. Se o que há no país é uma “onda fascista”, por que afinal somente o PSTU é hostilizado nas manifestações, juntamente com o PT? Por que outras bandeiras vermelhas, como as do MEPR, tremulam altivas nos protestos, intocáveis? Aliás, eles que volta e meia dizem “estar com os trabalhadores”, têm levado em seus atos fracassados com as centrais governistas, convocados a base de milhares de cartazes e ajudas de custo de todo tipo, menos pessoas que as manifestações convocadas de forma independente pelas organizações populares, como os atos contra a Copa no Rio e em São Paulo. Acusam o grande camarada Stalin de ter “burocratizado” o Estado socialista soviético, e não vêem nenhuma contradição em sustentarem a si próprios com base na burocracia do velho Estado genocida brasileiro, vivendo às custas do fundo partidário e burocracia sindical, tratando os sindicatos como seu feudo, como ficou exemplificado no caso do SINDIPETRO relatado acima. Burocratas eleitoreiros, isso sim é o que define a direção do PSTU!

Por fim, dizemos que esses senhores têm toda razão ao mostrar os dentes e garras contra os revolucionários. É a energia do desespero. Sabem e sentem por toda parte que seus “dias de glória” chegam ao fim, a cada dia que passa as massas rebeladas rechaçam as velhas direções oportunistas. Porque afinal a derrocada do velho Estado é também a derrocada de todos aqueles que servem a embelezar e justificar sua existência perante as massas.

PSTU contra a juventude combatente, ao lado de governistas

PSTU contra a juventude combatente, ao lado de governistas

 Ato contra a criminalização da FIP-RJ e da juventude combatente contou com a participação de diversas organizações populares

Ato contra a criminalização da FIP-RJ e da juventude combatente contou com a participação de diversas organizações populares

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