NOTA DE REPÚDIO À CRIMINALIZAÇÃO DA FIP-RJ PELO PSTU


A Frente Independente Popular do Rio de Janeiro (FIP-RJ) repudia as acusações levianas e mentirosas publicadas pelo PSTU. Afirmamos que a FIP-RJ não atacou a sede do PSTU e não possui qualquer envolvimento com o fato ocorrido. São gravíssimas e irresponsáveis as acusações desse partido contra nós, uma vez que criminalizam ativistas e organizações populares, fazendo de fato o jogo do governo e da repressão. O PSTU tem a prática de desqualificar organizações e movimentos combativos, porém, agora, e sem quaisquer provas, acusam a FIP-RJ e o MEPR de ter cometido um crime. Levaram tais acusações à polícia, legitimando essa instituição assassina como autoridade diante do movimento social.

Há dois meses da Copa, quando o movimento popular mais deveria estar coeso, o PSTU reproduz sua prática divisionista. Enquanto acusam a FIP-RJ de fascistas, fazem unidade com o PT e o PCdoB, em atos e em discursos, como no próprio dia 1 de abril. Os governistas e o PSTU recusaram-se a ir em direção ao clube militar. Marilena Chauí e Ciro Garcia possuem a mesma argumentação a respeito da juventude combatente.

Cobrar solidariedade da FIP-RJ em relação ao que aconteceu em sua sede realizando acusações oportunistas contra a própria FIP-RJ é, no mínimo, contraditório. Aliás, o PSTU nada falou quando a polícia invadiu a Aldeia Maracanã, interrompendo o Encontro da FIP-RJ.

Esclareça-se que quando militantes da FIP-RJ, inclusive petroleiros, tentaram estabelecer um diálogo para afirmar que a FIP-RJ NÃO PARTICIPOU do ataque à sede do PSTU, numa atividade no Sindipetro, foram barrados por membros desse partido. O PSTU afirma defender a democracia operária, mas reproduz práticas antidemocráticas e acusacionistas, negando até mesmo o direito de defesa.

No momento em que tramita no Congresso Nacional a lei antiterrorismo e as tropas federais sitiam o Rio de Janeiro, definir como “atentado” o que aconteceu na sede do PSTU é proposital e corrobora com a escalada repressiva. Ou seja: o PSTU acusa a FIP-RJ e o MEPR de serem autores de um “atentado”. Não aceitamos essas mentiras! Não passarão!

A FIP-RJ tem construído na prática uma unidade nacional antifascista. Interrompemos o desfile militar de 7 de setembro de 2013; participamos ativamente dos processos de greve da classe trabalhadora, como professores e garis; fizemos inúmeras atividades em solidariedade às favelas de Manguinhos, Metrô-Mangueira e outras; defendemos o território indígena da Aldeia Maracanã e seu projeto de Universidade Indígena; convocamos a marcha antifascista no Rio de Janeiro, em 22 de março; realizamos diversas atividades em defesa da libertação de todos os presos políticos. Tudo isso demonstra que somos uma Frente séria, combativa e comprometida radicalmente com a luta do povo.

Exigimos uma retratação pública do PSTU a respeito das acusações mentirosas que lançou e a publicização do boletim de ocorrência registrado na delegacia.

Convocamos as organizações e indivíduos comprometidos com a luta a se posicionar a respeito desses graves episódios. 

Convidamos a todos e todas a participar do ato público contra a criminalização da FIP-RJ e da juventude combatente, no próximo dia 08 de abril. Não permitiremos que essas práticas oportunistas e policialescas prevaleçam no movimento social.

Viva a luta popular!
FIP-RJ – abril de 2014

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