Sobre o “LANÇAMENTO DA CAMPANHA UNIFICADA PELA LIBERDADE DE CAIO, FÁBIO E RAFAEL BRAGA”

Por RAFAEL GOMES PENELAS / A Nova Democracia

Cerca de 200 pessoas participaram, na noite da última terça-feira, 30 de setembro, no auditório da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do ato de lançamento da campanha pela liberdade dos jovens presos políticos Caio Silva, Fabio Raposo e Rafael Braga e pela extinção de todos os processos.

Participaram da mesa representantes do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – Cebraspo, do Comitê Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira, da Comissão dos Pais e Familiares dos Presos e Perseguidos Políticos – RJ, da Frente Independente Popular – RJ, os advogados Dr. João Tancredo (Instituto de Defensores dos Direitos Humanos), Dr. Marino D’Icarahy e Dr. Felipe Nicolau (Associação Brasileira dos Advogados do Povo). O evento ainda contou com a importante presença de Dona Marilene, mãe de Caio Silva, que fez uma fala relatando a situação de seu filho na prisão e sua opinião sobre os acontecimentos desde o encarceramento do jovem.

O evento foi marcado por falas enérgicas condenando a criminalização das lutas populares, a perseguição política aos manifestantes, a repressão policial e as campanhas orquestradas pelo monopólio da imprensa. Ativistas presos políticos ‘da Copa’ também marcaram presença.

Em trechos do documento lançado pela Comissão dos Pais e Familiares, destacamos as seguintes passagens:

“Rafael Braga foi preso no dia 20 de junho de 2013 por portar Pinho Sol e desinfetante. Morador de rua que ganhava a vida guardando carros e vendendo material reciclável, foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão. O laudo pericial da Polícia Civil do Rio de Janeiro atesta que o material que Rafael portava não poderia ser usado como explosivo, mas o judiciário ignorou o laudo e mesmo assim Rafael segue preso no complexo penitenciário de Bangu. A prisão dele deixa explícito o perfil de criminalização do poder judiciário brasileiro e seu completo descomprometimento com qualquer aspecto de justiça e democracia: são os negros, são os pobres, são os ativistas políticos e sociais.”

“Caio Silva e Fábio Raposo são vítimas de um julgamento do monopólio de comunicação. A acusação de homicídio doloso (quando há intenção de matar) triplamente qualificado não passa de um impropério, um absurdo e uma aberração. É mais do que claro que não houve qualquer intenção de matar ninguém, e a trajetória errática do artefato da fatalidade só confirma que tudo não passou de uma infeliz fatalidade. Esses jovens ativistas estavam nas ruas lutando pelos direitos de todo o povo. Caio e Fábio foram julgados por uma mídia institucional raivosa, que esqueceu de questionar como a Band, então empregadora do Santiago, o enviou para uma área de conflito sem qualquer proteção individual (EPI). Eles foram usados de bode expiatório enquanto lutavam exatamente contra os absurdos que envolvem a criminalização de pessoas como o próprio Rafael Braga.”

Mais informações: https://www.facebook.com/CP4RJ

 

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