Nota da FIP em repúdio à prisão de Igor Mendes e à perseguição política de ativistas.

Na última quarta-feira, dia 3 de dezembro, Igor Mendes da Silva foi preso e levado para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e de lá encaminhado para complexo penitenciário de Bangu.
Igor é militante do movimento estudantil e popular, e conhecido pela sua dedicação às lutas em defesa dos direitos do povo e por uma nova sociedade.

Desde o dia 12 de julho, véspera da final da Copa da FIFA, Igor junto com outros 22 ativistas passou a responder a um processo que visava criminalizar as lutas populares, particularmente da juventude dos protestos que estouraram em junho de 2013, e dos movimentos e coletivos que permaneceram lutando durante a Copa.

A acusação que motivou a prisão de Igor é que ele, Elisa Quadros e Karlayne Moraes, que respondem ao mesmo processo, teriam violado uma medida cautelar que impede a participação em protestos. Uma investigação da DRCI aponta que os três teriam participado de um “protesto” em frente a Câmara dos Vereadores no dia 15 de outubro.

Segundo o juiz Flávio Itabaiana que emitiu o mandado de prisão aos três jovens “a aplicação das referidas medidas cautelares se mostra insuficiente e inadequada para garantia da ordem pública”. No entanto o suposto protesto em frente à Câmara Municipal foi na realidade uma atividade cultural em celebração ao Dia do Professor. O que demonstra o caráter ficcional e de perseguição política da prisão e do processo como um todo.

No dia 15 de outubro se celebrava o dia do professor com música, exposições de fotos e demais trabalhos artísticos, e era recordada e repudiada a agressão a professores pela polícia de Sérgio Cabral e a prisão arbitrária de mais de 80 pessoas e mais de 200 detenções no dia dos professores do ano anterior. Enquanto ocorria a atividade cultural a DRCI montava mais uma forma de encarcerar ativistas. Acusam os três jovens por celebrarem o Dia dos Professores.

Na realidade Igor Mendes está preso por ser um dedicado lutador do povo o que desperta intenso ódio do velho Estado que usa de todos os meios para manter a exploração.

Igor Mendes está agora, assim como Caio Silva, Fábio Raposo e Rafael Braga na condição de preso político. Mas como disse o próprio Igor dentro da delegacia, os carrascos do povo, a perseguição política, os inquisitores das jornadas de junho, o fascismo, “não passarão!”

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