Notas de repúdio de diversas organizações ao ataque perpetrado pelos bate-paus do Partido “Socialista” dos Trabalhadores Unificado

Nota do MEPR:

http://mepr.org.br/noticias/movimento-estudantil/981-posicionamento-do-mepr-sobre-a-covarde-agressao-do-pstu-contra-a-fip-e-o-mepr.html

Sobre os fatos:

No último dia 16, ocorria no 9º andar da UERJ uma reunião de uma comissão da Frente Independe Popular, que estava preparando uma atividade cultural na Aldeia Maracanã. Por volta das 21:50 hs, enquanto acontecia a reunião tranquilamente, um bando de 50 militantes e dirigentes do PSTU, sua maioria absoluta de sindicalistas e militantes vindos de fora da UERJ propositalmente, se dirigiu a sala onde a reunião ocorria, sendo que 30 entraram na sala e 20 ficaram do lado de fora (assegurando que ninguém pudesse entrar), e começaram imediatamente as agressões e espancamentos com socos, pontapés e cadeiradas contra os ativistas presentes.

Dentre estes estavam o diretor do Sindipetro, Eduardo Henrique; o segurança da Conlutas Leandro Santos, um sindicalista dos Correios, Daniel Macedo, o candidato sempre derrotado a deputado Júlio Anselmo, um professor do Colégio Estadual Júlia Kubitscheck, Thiago Hastenreiter, dentre outros Dirigentes e militantes que ainda estão sendo um a um identificados.

Durante a covarde agressão, 5 dirigentes do PSTU que enchem suas bocas imundas para falar do combate a “opressões” espancaram ao mesmo tempo uma jovem estudante secundarista de recém completados 18 anos, que apesar de resistir o quanto pôde, ficou com muitas lesões na cabeça. Dentre eles está Thiago Hastenreiter que é nada menos do que professor desta mesma companheira no Colégio Estadual Júlia Kubitscheck! Thiago além de agredir uma mulher, bateu em sua própria aluna!

Além de lesões e feridas nos rostos e nas costas que obrigaram os companheiros a se hospitalizar, um dos companheiros agredidos teve que dar pontos cirúrgicos em um profundo corte na mão. Para completar estes bandidos travestidos de militantes ainda roubaram uma mochila e um celular dos agredidos.

Apesar da brava resistência de todos os companheiros, a horda de bate-paus do PSTU só parou suas agressões com a interferência de seguranças da UERJ e de outros estudantes.

Porque o PSTU cometeu este ato covarde?

Em sua ridícula nota “sobre os acontecimentos na UERJ” o PSTU diz que o MEPR “teria impedido pela violência a participação de dois militantes” em uma assembleia do dia 16 de abril, mesmo dia de suas covardes agressões.

Esclarecemos que nesse dia 16 de abril ocorrera uma Assembleia de estudantes no 9º andar para discutir a agenda de lutas contra a grave crise que enfrenta a universidade. Após perder posição política em dita Assembleia dois militantes do PSTU tentaram implodir a atividade aos gritos e provocações aos nossos companheiros, que defenderam suas posições, sem que qualquer agressão ocorresse.

Reafirmamos e reiteramos que em todos os episódios citados pelo PSTU, não foi cometida, ademais de debates e divergências políticas, nenhuma violência física contra seus militantes. Mais do que isso, desafiamos o PSTU a provar estas acusações fantasiosas contra nosso movimento.

Estas mentiras são apenas uma tentativa de justificar sua covardia injustificável de agredir com 50 pessoas 6 militantes que se reuniam pacificamente, agressão amplamente documentada, com testemunhas, fotos e boletins médicos.

Em sua Nota, o PSTU ainda tenta justificar sua covarde agressão requentando ridiculamente o episódio do “ataque” a sua sede no Rio de Janeiro em abril de 2014. Neste episódio o PSTU acusou sem apresentar qualquer prova, de que o MEPR era responsável por tal ataque, que resultou em um vidro quebrado. Realmente deveríamos relembrar algo sobre este episódio.

Muito mais grave do que a falaciosa tentativa de atacar politicamente o MEPR, atribuindo a nossa organização o ataque a sua insignificante sede, foi o fato pouco noticiado, de que o PSTU realizou uma queixa na polícia civil, contra o MEPR e a FIP! Queixa de crime esta, que compôs uma das peças do inquérito que resultou na perseguição e prisão de 23 ativistas no Rio de Janeiro, se convertendo oficialmente em um dos acusadores do processo de perseguição política.

Para coroar seu papel vergonhoso, e expor esta corrente ainda mais ao ridículo, a própria DRCI (delegacia de repressão a crimes de informática, responsável pelo inquérito e atual DOPS do Rio de Janeiro) recusou a denúncia do PSTU no processo de acusação contra os ativistas por absoluta falta de provas e quaisquer indícios.

O PSTU, na mesma nota chega a lamentável argumentação, choramingar que ouvem desde 2013 chamarem sua sigla de ‘P2TU’ (em uma referência ao papel que cumprem de auxiliares da polícia).

Todos sabem, que esta denominação (justa, diga-se de passagem) para seu partido, bem como o bordão tão repetido em todos os atos em que o PSTU teve “coragem de aparecer” em 2013 (rimando com a última letra de sua sigla), não são criações do MEPR, senão que livre criação das massas em luta (as massas reais, que estavam nas ruas e não aquelas imaginárias “socialistas” e obedientes a sua direção que fantasiam).

Tais tentativas de criar teorias conspiratórias e atribuir todo rechaço a sua corrente como sendo obra do MEPR além de superestimar nossas modestas e aguerridas forças, serve somente para tentar enganar sua militância recente particularmente da juventude, ante a desmoralização de seu partido e sua direção.

Seriam também, todos militantes do MEPR, os autores das mais de 200 mensagens de repúdio ao PSTU e de apoio a FIP e ao MEPR que lotaram a página da FIP e a própria página do PSTU-RJ, fazendo com que passassem desesperadamente a apagar comentários em seu perfil em apenas 24 horas?

Quem tem medo do MEPR e da FIP?

Este ataque a nossa corrente e a FIP, é nada mais do que um ataque desesperado ante a grave crise que vive o PSTU particularmente desde 2013 quando foi enxotado pelos manifestantes das ruas, desmoralizados ante as massas e seus próprios militantes.

E sua nota, o PSTU acusa o MEPR de ser uma corrente ‘sectária’, que se considera os “únicos revolucionários”. Curiosamente o MEPR é um dos fundadores e participantes da Frente Independente Popular, uma frente classista, combativa e independente, composta por nada menos que duas dezenas de organizações e que se conformou como um polo de lutas combativas, que se manteve mesmo sob ataques por causa de todas as bandeiras das jornadas de lutas de junho de 2013 levantadas, movendo as grandes campanhas “Fora Cabral e a farsa eleitoral!”, “Não vai ter Copa!”, e “Não vote! Lute pela revolução!” a última gerando graves prejuízos aos interesses eleitoreiros do PSTU, uma vez que o Rio de Janeiro registrou uma das maiores taxas de boicote do país. Nós perguntamos, onde estava o PSTU durante a Copa do Mundo? Onde estava o PSTU quando as prisões e perseguições políticas se abateram sobre o movimento popular?

Enquanto seu partido repudiado nas ruas, enrolava envergonhadamente suas bandeiras passando a chamar os manifestantes do povo de “direita”, pelos simples fato de terem repudiado seu oportunismo, os militantes e ativistas do MEPR estavam ombro a ombro com as massas, enfrentando a brutal repressão encimados por nossas gloriosas e combativas bandeiras vermelhas.

O MEPR, juntamente com a FIP e as organizações que a compõe tem sido um dos principais alvos das perseguições políticas do governo Pezão/Cabral – Dilma/Lula em função de sua atuação combativa nas jornadas de junho de 2013 e na campanha “Não Vai ter Copa” de 2014. Nosso companheiro, Igor Mendes, está preso há mais de 5 meses em Bangu, onde resiste bravamente.

O único “crime” do MEPR, foi ter sido um dos fundadores de uma frente anti eleitoreira, classista e combativa, que escolheu o caminho da luta e não o da conciliação contra todos os governos de turno e oportunistas do movimento popular.

Hoje quando os direitos dos trabalhadores estão sendo vilmente atacados, pelo governo, e quando uma sombria onda repressiva se abate contra o movimento popular combativo, o PSTU com uma das mãos implora por unidade com a central governista CUT, e com outra mão ataca militantes e organizações classistas e combativas, funcionando como tropa de choque do governo. Este gravíssimo acontecimento revela o papel de verdadeira polícia política deste partido social fascista, que necessita ser repudiado por todo o movimento popular, ativistas independentes e democratas.

Isto alias, não é novidade, tem sido parte inseparável da história desta organização eleitoreira, cuja única razão de existir é a disputa fracassada por lugares rendosos no parlamento para participar de toda podridão que é este estado burguês latifundiário serviçal do imperialismo. Para se cacifar a isto vale tudo, desde o controle de sindicatos e entidades estudantis para manipular os interesses das massas, ao autopromovido papel de polícia política, quando desde 2013 passaram abertamente a fazer coro com a polícia e o governo Dilma/Pezão, contra a violência das massas nos protestos.

Reiteramos que conforme confesso na própria nota do PSTU-RJ, esta agressão é resultado de uma decisão deliberada do PSTU contra o MEPR e a FIP-RJ. Por isso, responsabilizamos não apenas cada um dos agressores diretos, mas principalmente a direção regional e nacional deste partido por estes crimes. Aproveitamos para afirmar que, diferentemente do PSTU, não registramos e não registraremos queixa policial contra os agressores. Lutamos total e radicalmente contra toda esta velha ordem e a única e verdadeira justiça em que confiamos é a justiça das massas populares.

Portanto nosso ajuste de contas com essa corrente trotskista social fascista, esta sendo preparada como parte do ajuste de contas histórico de todo nosso povo contra seus inimigos e traidores, e virá mais cedo do que tarde. Que fique claro que isto não é uma ameaça, mas somente um aviso.

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Posição da OCCI-Rural / RECC-FOB sobre o caso de agressão na UERJ.

A Oposição Classista, Combativa e Independente ao DCE-UFRRJ afiliada à RECC/FOB ao tomar conhecimento das acusações por parte dos companheiros da FIP em relação ao PSTU, demonstra solidariedade aos companheiros que foram agredidos de forma covarde nas instalações da UERJ Maracanã, no último dia 16 de abril de 2015.
Gostariamos de ressaltar que a luta política há de ser feita através do debate amplo e com participação das bases e não com práticas de ganguismo. Isso só enfraquece a luta popular! As notas de esclarecimento do PSTU só confirmam a agressão e tentam justificar o injustificável. As desavenças de assembleia e possíveis ataques machistas, não comprovados, devem ser resolvido de maneira honesta e não covarde, inclusive com agressões a uma jovem militante. Sabemos que esses grupos, como o PSTU, tem se utilizados de calúnias para combater divergências.
Reiteiramos nossa posição de defender a luta classista e combativa que rompa com os métodos do pacifismo e do reformismo e por isso nos colocamos lado a lado aos companheiros e companheiras que nunca faltaram nas trincheiras da luta de classes. Devemos lembrar que esse mesmo partido esteve ao lado das burocracias sindicais no dia 11 de julho de 2013 e nada disse sobre as agressões dos bate paus das centrais contra militantes combativos, anarquistas, marxistas revolucionários e black blocs. Sem contar o papel nefasto da falsa denúncia na Polícia da invasão da sede do partido no RJ por membros da FIP e a constante criminalização que realiza em seus materiais contra a tática black blocs e a ação direta.
Atitudes assim só servem para criminalizar e trazer o foco para companheiros que desde o ano passado sofrem perseguição do Estado e que hoje lutam pela sua liberdade!
Toda solidariedade aos Companheiros e Companheiras da FIP e MEPR!
Abaixo a Prática do Ganguismo.
Viva a Luta Classista e Combativa!
Liberdade para Igor Mendes e todos os Presos Políticos.

Confira as notas de repúdio de outras organizações populares sobre a covarde agressão do PSTU RJ ao militantes da FIP

https://mfprio.wordpress.com/2015/04/18/o-mfp-repudia-as-agressoes-ocorridas-contra-a-fip-na-uerj/

O MFP REPUDIA AS AGRESSÕES OCORRIDAS CONTRA A FIP NA UERJ

O MOVIMENTO FEMININO POPULAR REPUDIA o espancamento covarde que um bando de cerca de 50 DIRIGENTES do Pstu Rio fez a 6 pessoas da FIP, e inclusive a uma estudante secundarista que entrou na sala junto com outros estudantes para defender o grupo. Os ativistas se reuniam no dia em uma sala da UERJ para discutir os preparativos da atividade cultural do dia do Índio, que será realizado domingo pelo Movimento de Resistência Aldeia Maracanã.

Foram agressões feitas como justificativa de resposta a uma fala supostamente machista de um companheiro do MEPR. No entanto, o machismo em sua forma mais vil foi praticado pelos covardes do PSTU na agressão a uma militante secundarista mulher do MFP. Inclusive no grupo agressor estavam presentes Tiago Hastenreiter, ex-professor de sociologia da estudante e sua esposa, a dirigente do DCE da UFRJ, Luisa Carrera, que desferiu o golpe inicial sobre a cabeça da estudante. Em seguida, um grupo de quatro homens deu sequência ao espancamento com socos e pontapés.

Deste grupo a estudante identificou o estudante da UFRJ, Júlio Anselmo e Eduardo Henrique, dirigente do PSTU e membro da direção do Sindipetro.

A atitude covarde – 50 contra 6 – destes bate-paus do governo, capangas deste Estado apodrecido, representa o desespero do oportunismo eleitoreiro diante de sua derrocada frente às classes trabalhadoras no cenário político atual. Ao perderem nos embates políticos, partem para velhos métodos de agressões e espancamentos, historicamente praticados por PT/Pecedobê e suas mafiosas centrais sindicais.

Não há mais como frear as massas revoltosas, manobra-las sindicalmente para que sirvam a seus interesses eleitoreiros. A crise econômica e política que se apresenta abre caminhos para que as massas rompam cada vez mais com suas direções e escolha o caminho da luta e não da conciliação.

Neste quadro de aumento das perseguições políticas contra os movimentos populares combativos, especialmente a FIP-RJ, principal acusada no processo de perseguição aos 23 ativistas do Rio de Janeiro, o PSTU consolida sua posição de Partido Social Policial. E desta vez exerceram de forma exemplar o papel de tropa de choque da polícia política.

Frente a isto, o MFP convoca todas as mulheres do povo e pessoas comprometidas com a verdadeira luta pela transformação da sociedade a repudiar qualquer tipo de barbaridade perpetrada contra os movimentos populares que estão a serviço do povo.

VIVA A LUTA INDEPENDENTE E COMBATIVA!

ABAIXO O GOVERNISMO E O OPORTUNISMO!

DESPERTAR A FÚRIA REVOLUCIONÁRIA DA MULHER!

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Nota dxs camaradaxs da UV-ORLN:

A Unidade Vermelha repudia veementemente o ataque covarde realizado pelo PSTU, partido quinta-coluna e pró imperialista, à militantes da Frente Independente Popular do Rio de Janeiro, dentre eles um militante da nossa organização, no último dia 16/04/. Enquanto a FIP-RJ realizava sua reunião da comissão de cultura na UERJ, que pautava os preparativos para o próximo festival na Aldeia Maracanã celebrando o dia do índio, cerca de 40 militantes desta agremiação reacionária invadiram a sala e agrediram gratuitamente 6 militantes da FIP-RJ.

Os canalhas do PSTU não se evergonharam de usar todo tipo de baixaria e covardia, chegando a atirar cadeiras nos militantes da FIP. Um dos nossos (da FIP) teve que ir para o hospital levar pontos num ferimento na mão. O ataque durou em torno de 15 minutos até que os demais alunos da UERJ chegaram para tentar apaziguar a situação, forçando os membros da segurança a agirem depois de ficarem apáticos por alguns minutos, e expulsarem os invasores da sala. Os militantes da FIP-RJ ficaram, porém, num clima de tensão que durou mais 10 minutos enquanto os vermes do PSTU ficavam do lado de fora. Essa ação extremamente covarde, que foi planejada e executada por esses fascistas, apenas expõe o caráter reacionário e policial dessa agremiação que ousa se intitular socialista e que tenta à todo momento caluniar e delatar a juventude combatente ao Estado burguês-latifundiário.

Pelas suas ações reacionárias, ao PSTU restará a justiça das massas, que costuma tratar essas atitudes de forma bastante contundente.

Seguiremos combatendo o oportunismo desses vermes até o fim!

VIVA A FRENTE INDEPENDENTE POPULAR!

À Unidade!

 

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UM VERDADEIRO DIA 15 DE MARÇO! (“Fórum de Enfrentamento ao Genocídio do Povo Negro”))

UM VERDADEIRO DIA 15 DE MARÇO!

Ontem [15/3/15] tivemos uma verdadeira manifestação no dia 15 de março, em Madureira: o ato em memória de Cláudia Ferreira da Silva, 38 anos, mulher negra, auxiliar de limpeza e moradora do Morro da Congonha, zona norte do Rio de Janeiro, assassinada pela polícia militar, em 16 de março de 2014.

“O assassinato de Cláudia revela a face cruel do racismo brasileiro, que se dá através da violência do Estado. Vê-se as diferenças de repercussão da mídia, em relação ao menino João Hélio, este o tempo todo lembrado por seu nome; já Cláudia, foi duplamente desumanizada, pela polícia e imprensa, que insistia em usar o termo “mulher arrastada”, descaracterizando a vítima. E assim segue o genocídio do povo negro.

Você sabe o que é ‘genocídio’?

Em 1912, um ‘médico’ chamado Afrânio Peixoto disse que o Brasil levaria 100 anos para se livrar completamente da população negra que restou da escravatura. Ou seja, queriam que em 2012 não houvesse mais negros/as no Brasil, que a população, conforme os planos de eugenia, estaria completamente ‘clareada’. Naquela época, existiam CEM negros para cada UM branco. Cem anos depois, somos, ainda, 52% da população. O genocídio está em curso ainda.

A violência contra mulheres negras nos hospitais, que iniciou naquele período, leva mães negras e seus bebês a óbito; o encarceramento em massa, onde 80% são de homens negros nas prisões masculinas, e nas femininas, 70% são negras. De cada 100 assassinatos, 80 são negros; morrem 83 negros por dia.

Genocídio é ‘(…) a destruição de uma nação ou de um grupo étnico'”.

* Texto retirado do panfleto do ‘Fórum de Enfrentamento ao Genocídio do Povo Negro’.

Cláudia Ferreira presente na luta!

Militante anarquista é primeiro condenado das Jornadas de Junho em Porto Alegre

Com informações da página Jornalismo B:

http://jornalismob.com/2015/02/09/militante-anarquista-e-primeiro-condenado-das-jornadas-de-junho-em-porto-alegre/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Foi divulgada neste início de 2015 a primeira condenação judicial de um militante envolvido nos protestos contra o aumento das passagens em Porto Alegre. Vicente Mertz, integrante da Federação Anarquista Gaúcha (FAG), foi condenado a um ano e meio de prisão por dano ao patrimônio público e crime ambiental, pena que pode ser revertida em serviços comunitários. Vicente é um dos sete processados após um inquérito aberto no final de junho de 2013. Após a divulgação do inquérito em reportagem do Jornalismo B, Vicente havia o classificado como “uma montagem policial clássica”.

Tratando do protesto ocorrido em junho de 2013, na Praça da Matriz, o inquérito – que viria a transformar-se em processo – caracteriza Vicente como “um dos indivíduos de contumaz atividade de agitação de massas e uma das pessoas que efetivamente fazia frente na manifestação, inclusive jogava pedras contra a guarnição da Brigada Militar”. Ao Jornalismo B, na época, Vicente também garantiu não ter jogado pedras contra o Palácio da Justiça, do que foi acusado: “não tenho nenhuma relação com pedra nenhuma jogada no Palácio da Justiça. Eu, assim como outros membros mais ativos do Bloco, estava concentrado na parte de cima da Praça da Matriz, junto ao caminhão de som, em frente ao Palácio Piratini. Desconheço qualquer pedra jogada no Palácio da Justiça, inclusive fiquei sabendo disso no inquérito”, disse então.

O militante da FAG ainda acusou o inquérito de ter conteúdo puramente político: “o conteúdo político do inquérito está claro. As provas que a acusação afirma ter contra mim e os outros indiciados são fotos portando megafones ou bandeiras. Durante as intimações, todas as perguntas que faziam tinham este conteúdo ideológico, como ‘Você crê na violência como uma forma legitima de mudar a sociedade’ e outras perguntas do tipo. Ou seja, está claro que não estão acusando fatos concretos, e sim ideias”.

Federação Anarquista Gaúcha divulga nota

A FAG divulgou nota a respeito da condenação de Vicente. Leia abaixo, na íntegra:

Não se intimidar, não desmobilizar! Toda nossa solidariedade ao companheiro Vicente!

Janeiro de 2015, às vésperas da retomada das lutas contra o aumento das passagens e em defesa de um transporte 100% púbico em Porto Alegre, recebemos a notícia da sentença dada ao companheiro Vicente, militante da FAG e lutador social do Bloco de Luta pelo Transporte Público de Porto Alegre. Vicente está sendo condenado a um ano e meio de prisão por dano ao patrimônio público e crime ambiental, “crimes” que teria cometido em Abril de 2013 durante uma manifestação do Bloco de Luta em frente a Prefeitura de Porto Alegre. Trata-se da primeira condenação em Porto Alegre e para nós uma clara tentativa de intimidar e colocar medo no conjunto de lutadores e organizações que estão rearticulando as lutas nesse início de 2015. Um expediente político e histórico utilizado pelos setores dominantes de nossa cidade e de todo o mundo: o encarceramento dos que se levantam. Não nos desmobilizaremos e a nossa solidariedade será militante e nas ruas!!!

E a criminalização continua…

O fato de a condenação nos ter sido comunicada apenas uma semana antes do primeiro protesto do ano do Bloco de Lutas pelo Transporte Público é tudo menos uma obra do acaso ou de um processo regular do poder judiciário. Inicia-se o ano e ao mesmo tempo se começa a mexer nos processos que estavam tramitando desde 2013: adicionando nomes à alguns, novos crimes à outros. O processo neste contexto busca ter o mesmo efeito de uma bala de borracha ou de uma bomba de efeito moral: uma tentativa de intimidar e freiar as lutas nas ruas que ousam questionar os lucros dos empresários e os conchavos já evidente das empresas com os poderes públicos.

A situação está longe de ser apenas uma situação local: quem achou que a conjuntura de criminalização havia se esgotado em virtude do descenso das mobilizações de rua após a Copa do Mundo em 2014, a recente movimentação dos governos e dos aparelhos repressivos indicam o contrário. Em São Paulo, Rio de Janeiro e uma série de outras cidades no Brasil que iniciaram o ano com mobilizações contra o aumento das tarifas de ônibus a repressão tem usado dos mesmos expedientes contra os manifestantes: gás lacrimogênio, bala de borracha e detenções arbitrárias. O carioca Rafael Braga Vieira, que era até então o único condenado dos protestos de junho de 2013 continua preso e em Porto Alegre os processos voltam a ser movidos, novos nomes são inseridos e agora a primeira sentença é dada, sem prova alguma. É a velha justiça burguesa tomando lado em uma luta entre opressores e oprimidos que está longe de acabar.

Contudo, a luta e organização dos de baixo não começou hoje e também continuará. Mobilizam-se os jovens, os trabalhadores, os sem tetos e as comunidades de periferia. As mobilizações de rua de 2013 abriram novas possibilidades na gestação de experiências organizativas e de luta que o conjunto da esquerda combativa e anti capitalista precisa ajudar a fomentar e impulsionar, descartando as velhas práticas vanguardistas, sectárias e impositivas que infelizmente ainda permeiam discursos e práticas de muitas organizações. Acreditamos que só assim podemos criar força social que desde baixo vá gestando mecanismos de auto-organização e cravando em seu horizonte a necessidade de transformação social do conjunto da sociedade. Uma verdadeira frente de oprimidas e oprimidos solidária a todo e qualquer companheiro preso, torturado, assassinado e desaparecido.

2015: avançar em organização, cercar ainda mais de solidariedade @s que lutam!

A seletividade do sistema penal também se torna evidente neste caso. Ao longo desse processo que começa com mais de uma dezena de acusados pelos danos realizados em uma manifestação com mais de mil pessoas, vimos arquivarem um a um todos os suspeitos, responsabilizarem o único rapaz negro de ideologia anarquista que estava entre os acusados e agora incluírem outro militante negro do Pstu. Sabemos que o motivo central dessa condenação é de ordem político-ideológica mas não podemos omitir o fato de que a cor negra dos acusados tem um peso importante.

Os últimos processos tiveram como destaque a criminalização contra os coletivos e movimentos anarquistas. Em 2013, tivemos os nossos espaços públicos invadidos e nossos livros recolhidos, passando por pesados processos de inquéritos onde o que era avaliado era nossa posição em relação a temas como autoridade, governo, forças policiais e outros assuntos caros à ideologia anarquista. Panfletos, cartazes e literatura foram anexadas nos processos, como se fossem provas circunstanciais que mostrassem algum papel de mentor intelectual da nossa ideologia nas depredações ou saques realizados nas manifestações de 2013, que contavam com mais de 50 mil pessoas em Porto Alegre.

O companheiro Vicente, assim como os demais militantes e lutadores de outras organizações, coletivos e ideologias, não foi o primeiro e não será o último jovem negro e anarquista a ser condenado nesse Brasil racista. São milhares de homens e mulheres negros/as e pobres exterminados e condenados diariamente pelas polícias militares e pela justiça burguesa e racista. É a elas e eles que nossa solidariedade militante é direcionada e será junto de cada trabalhador/a que cerraremos nossos punhos. Não nos intimidaremos e em cada marcha de rua, piquete, greve, ocupação estaremos ombro a ombro com todos e todas que lutam!

Solidariedade à todos e todas companheiros e companheiras perseguidos por lutar!

Pelo fim da polícia militar!

Nossa ideologia anarquista não se presta a caricaturas!!!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

 

Sobre o inquérito veja: http://jornalismob.com/2014/06/09/o-bloco-e-a-margem-tudo-sobre-o-inquerito-que-olha-junho-e-diz-milicia/

MAIS UMA ILEGALIDADE DO ITABAIANA

Com informações da FIST

MAIS UMA ILEGALIDADE DO ITABAIANA

O advogado da FIST, André de Paula, denuncia que sumiram a filmagem e a gravação da audiência de oitiva das testemunhas do ocupante Tom,que permanece preso. O cartório disse que audiência não foi filmada nem gravada,o que é desmentido por André e uma das testemunhas.

(06/02/15)

Manifesto do Comitê de Autodefesa das Mulheres da UFRRJ: SOMOS TODXS 23

Comitê de autodefesa das mulheres

O Comitê de Autodefesa das Mulheres da UFRRJ vem manifestar total apoio e solidariedade aos 23 presos políticos e repudiar as ações de perseguição do Estado burguês e fascista aos lutadores do povo.
É de conhecimento geral que o megaevento da Copa do Mundo deixou um rastro de destruição que atingiu os mais pobres e por meio de processos e perseguições deteve 23 militantes combativos e classistas. Entre esses 23 presos se encontram 9 mulheres: sete respondendo a inquérito criminal e duas vivendo na clandestinidade.
O Comitê de Autodefesa das Mulheres da UFRRJ apóia todos xs lutadorxs, trabalhadorxs e militantes que se levantam contra a tirania e a violência do Estado burguês, que por meio de prisões arbitrárias ameaça e tenta calar quem ousa lutar. Sabemos que a luta não será freada por algemas, grades e processos.
Nós, mulheres combativas, acreditamos que o lugar da mulher é ao lado do povo e de sua luta. Por isso exigimos a anulação de TODOS os processos a libertação imediata de TODXS xs presxs políticxs!

IR AO COMBATE SEM TEMER! OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

A LUTA DA MULHER É A LUTA DO POVO! E A LUTA DO POVO É A LUTA DA MULHER!

NOTA da OCCI – RURAL filiada à RECC – FOB

(Apesar da demora, fica aqui o registro de nossos companheiros da OCCI-Rural, filiada à RECC-FOB, em not originalmente publicada em 9 de dezembro de 2014.)

LIBERDADE PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!

NOTA da OCCI – RURAL filiada à RECC – FOB

No dia 03 de dezembro de 2014, quarta-feira, Igor Mendes da Silva foi preso e levado para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), de lá encaminhado para complexo penitenciário de Bangu e agora para Casa de Detenção Patricia Accioly, no munícipio de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.

Desde o dia 12 de julho, véspera da final da Copa da FIFA, Igor junto com outros 22 ativistas passou a responder a um processo criminaliza as lutas populares, particularmente da juventude dos protestos que estouraram em junho de 2013, e dos movimentos e coletivos que permaneceram lutando durante a Copa.

A acusação dessa fez foi que de que Igor, Elisa Quadros e Karlayne Moraes, que respondem ao mesmo processo, teriam violado uma medida cautelar que impede a participação em protestos. Uma investigação da DRCI (o novo DOPS) aponta que os três teriam participado de um “protesto” em frente a Câmara dos Vereadores no dia 15 de outubro. Na realidade uma atividade festiva em homenagem ao dia do professor.

Estado Brasileiro perpetrou mais um de seus inúmeros crimes oriundo do Pacote FiFa e Olimpiadas. Querem intimidar e amendontrar os trabalhadores e trabalhadoras que ousam lutar. Querem impidir novas mobilizações no ano que vem e nas olimpiadas.

O crime dessas pessoas? Lutar contra os malefícios que os grandes eventos e grandes proejtos de dsenvolvimento trouxe para nosso país como inúmeras remoções, gastos exorbitantes e aumento do aparato repressor no campo e na cidade.

Nós da Oposição Classista, Combativa e Independente filiada à RECC – FOB repudiamos mais essa tentativa do Estado Brasileiro de reprimir aqueles que lutam e damos nosso apoio aos companheiros e seus familiares que são vítimas dessa ditadura velada disfarçada de democracia.

Viva a Luta Popular!

Abaixo a Criminalização!

Liberdade para os presos políticos! Igor Mendes, Caio Silva, Fábio Raposo e Rafael Braga!

https://lutafob.wordpress.com/2014/12/09/liberdade-para-todos-os-presos-politicos/

Nota do MEPR sobre os presos políticos e um mês da prisão de Igor Mendes

http://mepr.org.br/noticias/movimento-estudantil/933-prisoes-politicas-repressao-policial-e-demagogia-anticorrupcao-no-brasil.html, publicada em 8/1/15.

No dia 03 de janeiro completou-se um mês da prisão de Igor Mendes, ativista do Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR e da Frente Independente Popular do Rio de Janeiro – FIP/RJ. Igor Mendes foi preso pela sua participação em protestos populares contra a farra da Fifa e é um dos vinte e três ativistas perseguidos políticos na cidade do Rio de Janeiro, acusados de formação de quadrilha armada por exercerem seu direito à livre expressão e manifestação. Igor Mendes e os demais ativistas são perseguidos e presos políticos dos gerenciamentos de Cabral/Pezão/Paes (PMDB) e Dilma Rousseff (PT). Recentemente, documentos divulgados pelos monopólios dos meios de comunicação expõem a existência de milhares de mensagens trocadas entre oficiais da PM num grupo que se comunicava via WhatsApp entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, nas mensagens a pratica de agressão física aos manifestantes é assumida e defendida. O então tenen­te­-coronel Fábio Almeida de Souza, que comandava a repressão policial as manifestações durante as jornadas de luta de junho/julho de 2013 no Rio de Janeiro, é o autor de inúmeras destas mensagens, muitas das quais fazendo apologia ao nazismo. Fábio Almeida foi punido? Pelo contrário. Foi promovido “por merecimento” no último dia 25 de dezembro ao posto de coronel, o maior da Polícia Militar.

No campo, a frente oportunista eleitoreira de Dilma Rousseff (PT/PMDB/pecedobê/PSB) aplica uma política repressiva ainda mais feroz contra a luta pela terra, particularmente contra o movimento camponês combativo em luta pela Revolução Agrária. Não podendo deter a persistente luta pela terra o gerenciamento oportunista coordena a mais cruenta repressão através de criminosas reintegrações de posse, sequestros, torturas, assassinatos e prisões no objetivo de manter intocado o latifúndio e impunes os latifundiários. Em outubro do ano passado o coordenador político da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia, Cleomar Rodrigues de Almeida, foi assassinado por pistoleiros a mando do latifúndio. Os mandantes do crime estão livres e seus nomes sequer constam na investigação policial.

Rafael Braga foi detido no dia 20 de junho de 2013 durante uma gigantesca manifestação popular na cidade do Rio de Janeiro por portar uma garrafa de desinfetante e outra de água sanitária, estes materiais foram considerados como artefatos explosivos pelo Ministério Público e o podre judiciário, mesmo após perícia comprovar o contrário. Rafael Braga pobre e negro é o primeiro preso político condenado no país. O jovem foi condenado a cinco anos de prisão em regime fechado e, em junho deste ano, conquistou o direito de cumprir a pena em regime semiaberto. Quanto aos verdadeiros bandidos, os engravatados no parlamento burguês, assistimos a mais um capítulo da novela genericamente denominada de “Escândalos de Corrupção” com as denúncias de roubo na Petrobras, empresa saqueada governo após governo, desmembrada pelos militares e vendida em parte por FHC (PSDB). E não é de se estranhar que, mais uma vez, o PT figure entre os protagonistas da trama, já que a empresa teve suas reservas dilapidadas em leilões por Luiz Inácio/Rousseff (PT). O povo já está enjoado de toda esta patifaria e todos sabem que não dará em nada este circo de verdadeiro escarnio com o sofrimento do povo. No final das contas, o “escândalo de corrupção” na Petrobras torna a empresa ainda mais vulnerável a sanha dos banqueiros e monopólios estrangeiros do setor que visam se apossar deste valioso patrimônio.

Caio Silva e Fábio Raposo estão presos desde fevereiro do ano passado quando foram considerados culpados pelo podre judiciário e linchados publicamente pelo monopólio da imprensa como responsáveis pela morte do cinegrafista Santiago de Andrade, atingido por um fogo de artifício durante repressão policial a uma manifestação popular na cidade do Rio de Janeiro. Um acontecimento corriqueiro passou quase desapercebido pelos jornais e noticiários. Durante a festa de réveillon deste ano, duas mulheres e duas crianças foram atingidas por fogos de artifícios na sacada do prédio onde moram, em Foz do Iguaçu, Paraná. Algum âncora destes jornais policialescos sensacionalistas ou algum bacharel em direito foi à televisão cobrar a investigação de quem teria acendido o foguete? Claro que não! Pois é evidente que se trata de um acidente como ocorrem aos milhares com estes materiais pelo país, particularmente durante o réveillon e as festas juninas. Mas, insuflada pela Rede Globo, a Promotoria Pública do Rio de Janeiro pediu a prisão de Caio Silva e Fábio Raposo, acusados de homicídio por terem acendido durante uma manifestação um artefato semelhante ao que ocasionou o acidente em Foz do Iguaçu. Os jovens são acusados de homicídio triplamente qualificado, incluindo motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e uso de explosivo. Se forem condenados pela acusação de homicídio, Fábio e Caio têm pena prevista que pode passar de trinta anos de prisão.

O farsante processo eleitoral do ano passado passou ao largo sobre estas questões relativas ao direito à livre manifestação e expressão, hipocritamente defendidos como pilares desta democracia de fancaria do velho Estado brasileiro. Justamente porque quanto à necessidade de reprimir as legítimas manifestações populares não há divergências de fundo entre todas as frações e grupos de poder do Partido Único das classes dominantes. Mas a repressão fascista não poderá deter o aumento do protesto popular frente ao inevitável agravamento da crise econômica, política e social do capitalismo burocrático no país. Os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público que se alastram por todo o país demonstram que os mesmos problemas que levaram a juventude combatente às ruas durante as jornadas de luta de junho/julho de 2013 seguem vigentes. Na cidade do Rio de Janeiro, a última manifestação contra o aumento das passagens reuniu mais de mil pessoas. Protestos ocorreram e muitos outros estão sendo preparados em dezenas de cidades por todo o país como São Paulo, Belo Horizonte e Recife. A luta da juventude combatente pelo passe-livre e em defesa do ensino público, os fechamentos de rodovias pelas periferias das grandes cidades, as persistentes tomadas de terras pelo movimento camponês combativo, as greves nos canteiros de obras e fábricas somados ao retumbante boicote eleitoral do último ano são chispas que incendiarão toda a pradaria! Indiferente ao esquálido discurso de posse de Dilma Rousseff e seu cortejo fúnebre acompanhado por meia dúzia de petistas a soldo do governo na Esplanada no dia primeiro de janeiro, o povo seguirá erguendo cada vez mais alto suas bandeiras vermelhas de combate e resistência!

 

O povo prepara sua a rebelião! Se abre um novo tempo para a Revolução!

 

Liberdade imediata para Igor Mendes, Caio Silva, Fábio Raposo e Rafael Braga!

 

Pela extinção imediata de todos os processos!

 

Rebelar-se é justo!

Movimento Estudantil Popular Revolucionário – Brasil

Texto da campanha pelos presos políticos, publicado na revista La Via Maoísta/The Maoist Road

International solidarity asks Free Igor Mendes and all political prisoners in Brasil

 

Democratic, people’s and revolutionaries organizations around the world have shown their solidarity to the campaign for immediate release for Igor Mendes and all political prisoners in Brazil, from city and field. The chilean periodical El Pueblo and the bolivian blog Analisis y Opinion noticed on their webpages the arrest of our fellow and the persecution of other activists. The New Democracy Association Peru, stated on Germany, replicated our informs about the campaign calling other german organizations to pronounce and join in solidarity with our campaign.

The International Leninist Trotskist Fraction and the Construction Committee of Communist Maoist Party of Galicia (autonomous region on Spain territory) published releases in solidarity and demanding the immediate release of Igor Mendes and all political prisoners. The People’s Struggle Defense Front – Ecuador published, along with the banner we reproduced above, a note were they highlight the Brazilian Fascist State role in the persecution and imprisonment of people’s fighters at city and in the murderer of peasant leaders on struggle for land at the field:

“For the proletariat and the people from Ecuador, it important that we know the true character held by this reformists regimes in which besides the ones of Rafael Correa, Evo Morales, Mujica, Bachelett, and others, in Brazil, Dilma Rousseff, in the same way take on a restoring program tries do implement the needed policies to deepen and develop bureaucratic capitalism in Brazil. Since then, to manage to promote this reform, the Rousseff’s fascist regime have been using a permanent and systematic state terror policy associated with landowners controlled paramilitaries against the poor peasants, and at the cities against the marginalized people and his advanced organizations that steadily take on struggle campaigns to stop the excesses of the regime and the bourgeois-landowner voracity allied to imperialism. In this measure, the proletariat and the people from Ecuador, sends his boiling pulse and condemning against Rousseff’s government. We demand the immediate end of the persecution of popular and classists organizations, as well as the immediate freedom for Igor Mendes and all political prisoners the today are held in Brazil’s jails.”

The Proletarian Red Relief and the Communist Palermo Proletarian besides sending the message below held a demonstration at the Palermo University, in Italy. We appreciate all organizations, in Brazil and abroad, which have taken the side of fair people’s revolt and defended the right of the people to rebel. It’s patent, now more than ever, the political character of all this rotten and fascist campaign of persecution and arresting of combatant youth and fellow Igor Mendes’ arrest have served even more to propel de unmasking of the real class character of this State bourgeois-landowner, servile to imperialism, mainly yankee. We follow calling all to join in solidarity and to support the campaign for immediate release for Igor Mendes, Caio Silva, Fabio Raposo and Rafael Braga and the extinction of all political process and persecutions!

IMMEDIATE FREEDOM FOR IGOR MENDES AND ALL POLITICAL PRISONERS FROM CITY AND FIELD!
FIGHTING IS NOT A CRIME!
TO REBEL IS FAIR!
STUDENT PEOPLE’S REVOLUTIONARY MOVEMENT
MEPR/BRAZIL

http://maoistroad.blogspot.com.br/2014/12/international-solidarity-asks-free-igor.html