SP: Ato público presta solidariedade aos 23 ativistas perseguidos políticos

(conforme informações do Jornal AND, de 30/08/2018, https://anovademocracia.com.br/noticias/9443-sp-ato-publico-presta-solidariedade-aos-23-ativistas-perseguidos-politicos)

Personalidades democráticas, artistas e estudantes reuniram-se em São Paulo, dia 28 de agosto, para um importante evento de solidariedade aos 23 ativistas perseguidos políticos por participarem das grandes manifestações de 2013/2014 contra a farra da Copa da Fifa e os desmandos dos governos de Sergio Cabral, Pezão e Cia.

O ato público, promovido pela Editora n-1, ocupou o salão principal do centro cultural Casa do Povo com mais de 50 pessoas.

A exibição do filme Garantia da Lei e da Ordem deu início ao evento, relatando alguns dos principais acontecimentos que marcaram o Rio de Janeiro durante os combativos levantes de massa de 2013.

Na mesa de debates, iniciada pelas falas da professora da Universidade Federal Fluminense e militante do Grupo Tortura Nunca Mais, Joana D’Arc Ferraz e da artista e professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (USP), Giselle Beiguelman, o apoio e solidariedade aos 23 foram reafirmados como a necessidade de defesa da justeza das grandes mobilizações populares de 2013.

Vladimir Pinheiro Safatle, filósofo e professor da USP, marcou presença no evento declarando seu apoio à campanha em defesa dos 23 manifestantes:

— Temos de fazer muito mais do que mostrar solidariedade, que é uma solidariedade absolutamente necessária, aos 23 acusados de insubmissão. Porque essa é a verdadeira questão, a insubmissão política.

E prosseguiu, relatando o caráter persecutório do processo:

— Aqueles que leram os autos do inquérito do juiz Itabaiana podem ter ficado completamente estarrecidos, como eu fiquei, lendo em uma boa parte do inquérito com caráter medieval as colocações que explicitam de uma maneira muito evidente a natureza autoritária, não só do poder judiciário brasileiro, mas das dimensões fundamentais da sociedade brasileira.

Também sobre a sentença de condenação contra os ativistas, decretada em 17 de julho, e seu significado frente à situação política atual, Safatle pontuou:

— Porque que isso é importante agora? Isso é importante porque sabemos muito bem que o que aconteceu em 2013, não vai ficar somente naquele ano. A data de 2013 foi somente um ensaio geral do que acontecerá daqui a dois ou três anos, no máximo. Não há nenhuma possibilidade de que o Brasil não tenha em um futuro próximo algum tipo de manifestação como a que tivemos em 2013. Há toda uma equação montada para que algo como isso volte mais uma vez.

E prosseguindo sua análise, o professor caracterizou o momento de profunda crise econômica, política e moral, na qual o povo rechaça crescentemente as instituições do velho Estado e a farsa eleitoral:

— Temos um descontentamento inacreditável da população brasileira. Sabemos como as eleições se esvaziaram de maneira brutal. Estamos à frente de uma eleição digna de uma república velha, onde de uma maneira ou de outra os resultados já estão definidos, as cartas já estão marcadas. A população sabe tanto disso que o grau de votos brancos e nulos declarados faltando pouco mais de um mês parta as eleições é algo inimaginável.

Dentre as mobilizações de massa recentes, Vladimir Safatle destacou a greve dos caminhoneiros e a possibilidade que esta mostrou de desestabilização do Estado, criticando também a atuação do oportunismo eleitoreiro:

— Há alguns meses, por muito pouco o Brasil não parava como há muito em nosso país não acontecia em sua história recente. Vimos a greve dos caminhoneiros. Se tivéssemos uma esquerda aguerrida, que não tivesse medo de manifestação, de desestabilizar o poder, teríamos feito uma greve geral, aproveitando aquela situação. Fazendo com que o governo caísse de uma vez por todas, independente do que viesse depois desse processo. Porque o fundamental é quem age dentro deste processo, quem mostra que tem capacidade de ação, de passar a frente.

E concluiu fazendo um chamado a todos dos presentes:

— Que esta situação, na qual somos obrigados a nos mobilizar para defender aqueles que tiveram na frente do junho de 2013, nos deixe uma lição. Haverá muitos mais 23 nos próximos anos. A questão é: nós estamos preparados para isso? E como nos preparamos?

O professor do departamento de filosofia da PUC, Peter Pál Pelbart, prestou sua solidariedade aos ativistas e manifestou seu repúdio à sentença:

— O massacre midiático, jurídico, psíquico não teria razão de ser se por um átimo esses jovens não tivessem encarnado um perigo, uma ameaça, um legítimo e “democrático” direito de manifestar seu descontentamento com a ordem vigente. A condenação dos 23 comprova o rumo que vai tomando nossa democracia agonizante, qual seja, de esmagar no ovo estes laivos de expressão multitudinária. Não há como aceitar, não há como calar e não há como se intimidar e não há como fingir que nada aconteceu. Quando sinais são trocados a ponto de uma guerra declarada se dizer paz social é porque fomos longe demais.

E encerrou afirmando: “Junho de 2013 não se esgotou, junho de 2013 está por vir, e portanto é preciso que a gente se prepare para esse retorno de junho de 2013.”.

Igor Mendes, um dos 23 ativistas perseguidos que esteve sete meses encarcerado na penitenciária de Bangu nos anos de 2014/2015, saudou a aguerrida luta das mães de vítimas de violência nas favelas, exaltando a resistência que o povo impõem frente à opressão e perseguição política dos tempos que vivemos:

— Falar da condenação dos 23 me obriga em primeiro lugar a prestar uma homenagem ao bravo povo das favelas e, particularmente do Rio de Janeiro, em que não se passa um dia sequer, não há um dia em que não tenha algum jovem pobre e preto assassinado em uma favela. E o que vemos é que mesmo com toda a disparidade de forças, com toda a desigualdade de meios, com toda a imprensa, sobretudo a Rede Globo – esse partido político de extrema direita jogando contra –, apesar de tudo isso, esse povo, sobretudo aquelas mães se levantam e resistem. Porque estes tempos sombrios também forjam e forjarão crescentemente os homens e mulheres que os enfrentarão.

Igor falou sobre o momento político do país em que se dá a condenação, afirmando que a sentença da 27ª vara se dá em meio a uma situação de guerra contra o povo e crescente reacionarização do velho Estado:

— Essa sentença não poderia ser diferente em um contexto de intervenção militar, dos assassinatos crescentes que acontecem nas periferias, nos bolsões de miséria do país, no campo. Num contexto em que a Marielle foi executada e que este caso permanece impune, dando um recado claro para aqueles que levantam a voz, ainda que de forma mais pacífica e parlamentar. Ainda isso é inaceitável.

E reafirmando o caráter político do processo, o militante popular expôs:

— Penso que essa condenação é mais uma de nossa história dos levantamentos populares. Porque nós cometemos um ‘pecado’ nunca aceito pelas classes dominantes desse país, que é questionar e lutar contra seus desmandos e privilégios.

— O centro da condenação dos 23 é a condenação do próprio direito de protestar. É ele que está em jogo.

Durante o evento foi lançado o livro de cordel ‘Resistir é Preciso’, da autoria de Igor Mendes (n-1 edições) que denuncia o processo contra os manifestantes da copa e retrata a luta da campanha contra as prisões e perseguições políticas. Esta obra já está disponível para em nossa loja virtual, juntamente com as últimas unidades do livro A Pequena Prisão.

Também da série Pandemia, foi lançado o cordel “Odiolândia”, de Giselle Beiguelman (n-1 edições).

Apoiadores do jornal A Nova Democracia de São Paulo estiveram presentes no evento, divulgando livros e as últimas edições do AND.

 

Informe sobre as prisões durante o ATO CONTRA A COMEMORAÇÃO DOS 51 ANOS DO GOLPE MILITAR

Magioli, Yoran, Gustavo e Antonio foram agredidos e levados detidos pela repressão policial na manifestação pela punição aos ttorturadores do regime militar.

Como consequência dessa arbitrariedade, Gustavo teve um corte na sua cabeça e sua mochila roubada pelos PMs. Os quatro manifestantes estão sendo acusados de terem jogado objetos nos policias, sendo enquadrados na tipificação penal de “vias de fato”, que é de competência do JECRIM, por ser de menor potencial ofensivo. Quanto a essa acusação, eles só falarão em juízo.

No entanto, registramos também a ocorrência do abuso de autoridade a qual eles foram submetidos, o roubo da mochila do Gustavo e, ainda, a injúria feita por um PM já dentro da delegacia.
Foi notório o desconforto do delegado por ter que fazer esse registro e o trabalho que os PMs tiveram para elaborar suas falácias.

A audiência de conciliação no 1o JECRIM já foi designada para 29/09/2015, às13:50.

Não passarão!

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RJ: JOVEM É PRESO DE FORMA COVARDE DURANTE ATO CONTRA A COMEMORAÇÃO DOS 51 ANOS DO GOLPE MILITAR

Por RAFAEL GOMES PENELAS / A Nova Democracia

Nesta última quarta-feira, 1º de abril, nossa reportagem registrou o momento em que um jovem foi preso de forma arbitrária e violenta pela PM durante o ato contra a comemoração dos 51 anos do golpe militar realizado no Centro do Rio.

A juventude combatente não se intimidou perante a brutalidade policial e um grupo de ativistas lançou garrafas com tinta vermelha na fachada do Clube Militar, simbolizando o sangue dos jovens tombados na luta contra o fascismo.

Como já noticiamos anteriormente, além deste que aparece no vídeo, outros 3 jovens foram presos. Eles foram encaminhados à 17ª DP, em São Cristóvão, e liberados por volta das 3h da madrugada.

 

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Nota do CEBRASPO (https://www.facebook.com/491826654234077/photos/a.492253130858096.1073741827.491826654234077/785758408174232/?type=1):

No dia em que se completam os 51 anos de golpe militar no Brasil, a juventude combatente do Rio de Janeiro saiu às ruas para exigir a punição de todos os torturadores e mandantes de torturas, assassinatos e violações praticados durante o regime militar.

Quando foram arremessadas garrafas com tinta vermelha na sede do Clube Militar a polícia tentou dispersar o ato com cacetadas. Quatro jovens foram detidos: Matheus Magioli, Antonio Lucas Furtado, Gustavo Uchoa e Yoran Barbosa.
Alguns ativistas se concentram na porta da 17ª DP (São Cristóvão) para garantir a liberação dos manifestantes.
Alguns manifestantes foram feridos por policiais.

 

Informes sobre o preso político camarada Igor Mendes e sobre o processo dos 23 da Copa

 

CARTA DE IGOR MENDES À FRENTE INDEPENDENTE POPULAR – RJ

06/03/2015 – 93ª dia de detenção

À Frente Independente Popular

Companheiros/as,
saudações vermelhas, incandescentes, a cada um de vocês!

Desculpem-me por não tê-los escrito antes. De certo modo, a FIP esteve presente em cada carta que escrevi, sejam as de cunho pessoal, sejam as diretamente políticas. Recordo-me de um texto do CHE, “O que deve ser um jovem comunista”, no qual diz que uma das maiores satisfações de um militante revolucionário é acompanhar, ao longo do tempo, como organizações que nascem débeis vão se estruturando aos poucos, ganhando expressão, até se converterem numa autêntica força. Bem, obviamente não tenho o texto aqui comigo, mas é mais ou menos assim … Com a Frente Independente Popular se dá exatamente isso. Ninguém, nem os que estavam diretamente envolvidos no seu surgimento, tinha dimensão do processo que estava sendo colocado em marcha. A FIP, na verdade, como unificação na e para a luta, no que há de mais engajado no movimento popular do Rio, segundo os princípios de classismo, combatividade e independência, é uma grande iniciativa da qual temos todo o direito de nos orgulhar. Mais do que isso, é um exemplo e um patrimônio da luta do povo brasileiro, que já tem na nossa trajetória várias lições positivas e negativas sobre as quais se apoiarem. Marx falava, genialmente, que o processo histórico, no qual, via de regra, vinte anos equivalem a uns dias, apresenta, de tempos em tempos, grandes dias que condensam em si vinte anos. Tivemos o privilégio de viver, nos últimos anos, grandes dias e temos o dever de extrair dessa experiência todas as lições que ela nos oferece. Essa é uma tarefa que ainda está, em grande medida, por fazer.

O cenário do país é de aprofundamento da crise, econômica e política, com sucessivos aumentos de impostos, corte de investimentos públicos – que sempre atingem, antes de tudo e principalmente, as chamadas áreas sociais – e direitos trabalhistas, alguns consolidados há décadas, simplesmente riscados do mapa via medida provisória, sem sequer fingir qualquer negociação. Os escândalos de corrupção se sucedem demonstrando que aumenta a divisão entre os “de cima”. Nas favelas e bairros pobres, sobretudo no Rio, a polícia segue sua ação genocida (não encontro outro nome), assassinando indiscriminadamente, principalmente a juventude, já privada dos direitos mais básicos e, cada vez mais, da própria vida.

Do nosso ponto de vista, o importante é ver o reverso necessário de tudo isso: o avanço do protesto popular. Este tem, realmente, estremecido o Brasil, de Norte a Sul, por categorias ou por bairros, com maior ou menor nível de organização. Não passa um único dia sem que barricadas sejam erguidas, e cada vez mais as forças repressivas topam com crescente disposição em resistir, por parte das massas populares. Não podemos descartar que ocorra, nesse contexto, nos próximos meses, levantamentos de maiores proporções, mas, independentemente disso, a tendência doravante é de turbulências e instabilidade. As jornadas de Junho de 2013 não foram o início nem muito menos o fim de nada, mas apenas um momento marcante do novo ciclo da luta de classes no país. Esse ciclo tem como traço distinto o fato de que os oprimidos começam a se libertar da camisa de força do oportunismo e do reformismo, rechaçando crescentemente o descaminho da conciliação. O PT rasgou suas últimas vestes de comprometimento com qualquer projeto popular e somente o cinismo, pago a peso de outro, pode sustentar ter o governo Dilma qualquer colocação “à esquerda”. Ao Estado restará cada vez mais o único recurso da repressão para conter a rebelião popular que se gesta e que é inevitável. Preparemo-nos para grandes batalhas!

Não podemos, na verdade, superar novos desafios com o mesmo nível de consciência e organização de um período anterior, o que nos tornaria conservadores, ou até mesmo reacionários. Não estamos numa época para ambiguidades e é certo que seremos colocados à prova mais vezes. Se o inimigo nos ataca, isso significa que escolhemos o lado correto. Caso estivéssemos, a essa altura do campeonato, sendo homenageados por órgãos oficiais, participando de reuniões em palácios ou recebendo tapinhas nas costas de governantes, aí então esse seria um índice de que falhamos. Mas não, escolhemos estar até o fim ao lado da juventude combatente e dos trabalhadores da cidade e do campo, estamos convictos quanto a essa escolha, portanto, não há o que temer. Quem teme, certamente, são os que nos perseguem, pois viram que sua cara feia não nos assusta nem nos quebra. Não está longe o dia que pagarão dobrado todo o nosso penar.

No próximo dia 12 de Junho completa-se um ano da onda de prisões políticas que se abateu sobre vários de nós, na véspera da final da Copa do mundo. Essa data, tão expressiva, não pode passar em branco. Transformar as acusações feitas contra nós na denúncia vigorosa do Estado que nos acusa é tarefa chave para frustrar apolítica de amedrontamento aplicada pela reação. A FIP, bem como as organizações que a compõe, está no centro de acontecimentos de grande importância. O que está em jogo, no caso do nosso processo, que é de fato o processo da FIP, é o direito do povo de se expressar, manifestar e organizar livremente. Tratam-se das poças liberdades democráticas conquistadas por nosso povo ao fim do regime militar, foram arrancadas numa dura e sangrenta resistência, e não será a nossa geração que carregará a vergonha de tê-las cedido sem luta. Ao contrário, devemos erguer alto a consigna de que “Lutar Não É Crime!” e coesionar tudo o que há de progressista, democrático e revolucionário em torno dela. Calar-se diante de fatos tão graves, omitir-se ante a campanha pelo fim dos processos e prisões políticas é mais do que um ato de covardia: é um crime. Por isso proponho que, no próximo dia 12 /07, realizemos, aqui no Rio, um grande encontro nacional de presos e perseguidos políticos do Estado brasileiro na atualidade. O reconhecimento de nosso caráter de perseguidos políticos não virá de mão beijada, mas será conquistado com luta, e só pode ser definitivamente estabelecido pela História. Não permitir que nos apresentem como inconsequentes, criminosos, “assassinos”, apresentar nossa versão, nossos pontos de vista, defendê-los, são a chave para encorajar o prosseguimento das mobilizações. Esse deve ser, em última instância, o nosso objetivo com esse evento, que precisa ser organizado à altura dos desafios que estão em jogo. Proponho também, desde já, que sejam excluídas de qualquer das suas instâncias as forças governistas e aquelas que, dizendo-se de “esquerda”, prestaram-se ao vil papel de criminalizar a FIP e a juventude combatente, ou calaram-se covardemente perante os recentes acontecimentos.

Espero com ansiedade estar brevemente livre para ajudá-los a concretizar essa proposta, que, sem dúvida, demandará muitos esforços. Se isso não for possível, no entanto, fico tranquilo porque sei que estará em boas mãos.

Viva a Frente Independente Popular!
Lutar não é crime!
Liberdade aos presos políticos!

PS: Viva greve dos Garis!

Igor Mendes

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ENTENDAM AS MENTIRAS E MANIPULAÇÕES ARTICULADAS SOBRE A AUDIÊNCIA DE ONTEM PELA GLOBO A RESPEITO DE IGOR MENDES

Outra mentira é que “réu desiste do silêncio”. Igor Mendes sempre quis falar durante o interrogatório e deixou bem claro isso.

O link da matéria mentirosa é esse:
http://g1.globo.com/…/juiz-expulsa-reus-e-plateia-de-sessao…

A ARTICULAÇÃO DA REDE GLOBO COM A JUSTIÇA BURGUESA

Por Wilson Ventura

Uma informação significativa referente à audiência dos presos e processados políticos realizada hoje (12/03), que está sendo omitida pela Rede Globo em sua sistemática tentativa de criminalização dos legítimos protestos populares no Rio de Janeiro, é o motivo que deu origem à atitude fascista do juiz Itabaiana Nicolau de expulsar absolutamente todos da sessão.

Durante o depoimento do universitário Igor Mendes, dona Jandira, mãe do ativista, não conseguiu conter as lágrimas ao ouvir o filho e, muito emocionada, levantou-se em prantos e disse: “Te amo”. Igor Mendes respondeu sua mãe em silêncio erguendo o punho. Os demais presentes, em solidariedade à dor de dona Jandira, repetiram o ato de Igor.

A reação intolerante, autoritária e egocêntrica do juiz Itabaiana Nicolau foi simplesmente expulsar da audiência todos os familiares e acusados! Contudo, na sequência, em justa resposta à atitude prepotente, os pais e familiares se retiraram da sessão gritando “FASCISTA” para o polêmico juiz.

Outro vil expediente utilizado pela corporativista Rede Globo foi mais uma vez posto em prática hoje. Na edição do vídeo da matéria, quando citam Fábio Raposo e falam sobre sua acusação da morte do cinegrafista Santiago Andrade, mostram a imagem de Igor Mendes. Não é a primeira vez que tentam confundir o espectador com a troca da imagem dos dois em suas matérias. Todo esse procedimento, deliberadamente direcionado para Igor, mostra a preocupação da reação com a ameaça que ele representa para o sistema: a ameaça do conhecimento!

As organizações Globo, trabalhando a serviço das classes dominantes desde a sua criação na ditadura civil-militar brasileira, ao utilizar os mais reles recursos para manipular a informação e distorcer os fatos, não consegue nada além de escancarar o caráter político da prisão de Igor Mendes.

NÃO PASSARÃO!
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"A ARTICULAÇÃO DA REDE GLOBO COM A JUSTIÇA BURGUESA

Por Wilson Ventura

Uma informação significativa referente à audiência dos presos e processados políticos realizada hoje (12/03), que está sendo omitida pela Rede Globo em sua sistemática tentativa de criminalização dos legítimos protestos populares no Rio de Janeiro, é o motivo que deu origem à atitude fascista do juiz Itabaiana Nicolau de expulsar absolutamente todos da sessão.

Durante o depoimento do universitário Igor Mendes, dona Jandira, mãe do ativista, não conseguiu conter as lágrimas ao ouvir o filho e, muito emocionada, levantou-se em prantos e disse: "Te amo". Igor Mendes respondeu sua mãe em silêncio erguendo o punho. Os demais presentes, em solidariedade à dor de dona Jandira, repetiram o ato de Igor.

A reação intolerante, autoritária e egocêntrica do juiz Itabaiana Nicolau foi simplesmente expulsar da audiência todos os familiares e acusados! Contudo, na sequência, em justa resposta à atitude prepotente, os pais e familiares se retiraram da sessão gritando "FASCISTA" para o polêmico juiz.

Outro vil expediente utilizado pela corporativista Rede Globo foi mais uma vez posto em prática hoje. Na edição do vídeo da matéria, quando citam Fábio Raposo e falam sobre sua acusação da morte do cinegrafista Santiago Andrade, mostram a imagem de Igor Mendes. Não é a primeira vez que tentam confundir o espectador com a troca da imagem dos dois em suas matérias. Todo esse procedimento, deliberadamente direcionado para Igor, mostra a preocupação da reação com a ameaça que ele representa para o sistema: a ameaça do conhecimento!

As organizações Globo, trabalhando a serviço das classes dominantes desde a sua criação na ditadura civil-militar brasileira, ao utilizar os mais reles recursos para manipular a informação e distorcer os fatos, não consegue nada além de escancarar o caráter político da prisão de Igor Mendes.

NÃO PASSARÃO!
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BREVE BALANÇO DA AUDIÊNCIA DOS 23
NÃO PASSARÃO!

Por Marino D’Icarahy, advogado de defesa de 11 dos acusados, inclusive de Igor Mendes.

Ontem, sexta, 13/03, foi dia de azar para o Juiz Itabaiana. Por causa de um enfrentamento havido no dia anterior, a partir do qual ele alterou a ordem prevista e não quis ouvir mais nenhum de nossos assistidos, o Juiz deixou o dia de ontem reservado, exclusivamente, para o interrogatório de 8 dos nossos 11 assistidos. Tomou um calor! Cada um desempenhou sua parte melhor do que o outro! Deram profundas lições, servíveis para todos que tiveram o privilégio de presenciar a audiência, na qual foi todo mundo barrado já na porta.

Eu tenho orgulho de poder defender cada um dos meus assistidos! Eles me representam! Já vencemos essa batalha, pela altivez com que desmascaramos o fascismo e a farsa montada para, como em diversos momentos da história, aniquilar os anarquistas e os comunistas e aqueles que fecham com eles.

Não abaixamos a cabeça diante da sana incriminatória do Estado! Saímos do Forum à meia-noite, com a alma lavada e enxaguada, prontos para o próximo combate! Eles tiveram que ouvir a cada um de nós, e, isso calou fundo no inimigo de classe! Não passarão!

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104 DIAS DA PRISÃO DE IGOR MENDES

Iniciamos mais uma semana, e hoje, 16/3/15, faz 104 dias que Igor Mendes está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.

Privado de ver as pessoas que gosta, de estar com a sua família, de frequentar a universidade e tantos outros afazeres que lhe são de direito.

ATÉ QUANDO?

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NOS POSTES E RUAS DO RIO DE JANEIRO:

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Matéria do AND:

http://www.anovademocracia.com.br/no-147/5821-luta-pela-liberdade-de-todos-os-presos-politicos

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CAMPANHA PELA LIBERDADE DE IGOR MENDES E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS EM MONTEVIDÉU, NO URUGUAI:

ARGENTINOS E URUGUAIOS APOIAM A CAMPANHA PELA LIBERDADE DE TODOS OS PRESOS POLÍTICOS NO BRASIL

Via Jornal A Nova Democracia

Fotos enviadas por um colaborador de cartazes da Frente Independente Popular – RJ colados nas ruas de Buenos Aires e Montevidéu.:

RJ: ESTUDANTES DO COLÉGIO JULIA KUBITSCHEK APOIAM A CAMPANHA Pela liberdade de Igor Mendes E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS (Via AND):

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IGOR MENDES, MESMO ENCARCERADO, VOLTA A ESCREVER TEXTOS PARA O BLOG TRIBUNA DA IMPRENSA E MANDA RECADO

“NOTA DO EDITOR – Ficamos muito felizes em receber hoje o e-mail do Comitê pela Liberdade de Igor Mendes e todos os presos políticos. No e-mail os bravos lutadores explicam que foram encarregados de enviar um texto exclusivo do nosso colaborador e ativista político IGOR MENDES, que escreveu diretamente da prisão.

Ele informa aos leitores e internautas que continuará a escrever na nossa trincheira da liberdade de informação e expressão, embora não possa se comprometer com regularidade. “Pediu inclusive para agradecê-lo pelo belo depoimento que você prestou a favor dele em juízo no TJ-RJ”. Cumpri apenas minha obrigação como cidadão, jornalista, ativista social e Conselheiro da ABI.

Segue um pequeno recado que ele nos enviou no mesmo papel que escreveu o texto: “Desculpem o atraso com que esse texto chegará às suas mãos, talvez envelhecido por novos acontecimentos. Estas linhas são escritas dentro da prisão, no interior do complexo penitenciário de Bangu, em condições portanto excepcionais. Um longo trajeto será percorrido desde agora, quando, à caneta, rascunho estas linhas, até a sua publicação na rede. Ainda assim insisto em retomar minha contribuição nessa página, e gostaria de agradecer, desde já, a oportunidade. Tentam calar-me, prendendo-me. Por isso escrever, ainda que mal, marca meu protesto contra o arbítrio e a perseguição política que têm atingido a geração das jornadas de junho. Não deixa de ser, para mim, um gesto libertador”.

Defendo a extinção imediata de todos os processos e o cancelamento das condenações! Vale esclarecer, para que esse artigo (carta) chegasse ao seu destino (TRIBUNA da IMPRENSA online) por e-mail, foi necessário reescrevê-lo também em condições precárias, pois o ‘Comitê pela Liberdade de Igor Mendes’ tem a foto da carta, e não ela em si”.
(Daniel Mazola)

http://tribunadaimprensaonline.blogspot.com.br/2015/03/a-crise-e-os-protestos.html

 

 

Notícias sobre o caso dos presos políticos Caio e Fábio

 

PRESOS POLÍTICOS: LIBERDADE PARA CAIO SILVA E FÁBIO RAPOSO!

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou procedente recurso para desclassificar o crime de homicídio triplamente qualificado. Em razão disso, os ativistas também não serão mais julgados pelo Júri Popular.

A decisão foi publicada na página do TJ [1] e os ativistas políticos serão colocados em liberdade entre hoje (18/03) e amanhã.

Decisão: conhecido o recurso e provido – maioria

“Por unanimidade de votos, rejeitaram as preliminares arguidas e, no mérito, por maioria, deram provimento aos recursos defensivos para desclassificar as condutas dos recorrentes, determinando a soltura dos mesmos com aplicação das medidas cautelares elencadas no voto do eminente desembargador Gilmar Teixeira, designado para o acórdão, devendo os alvarás de soltura serem expedidos pelo juízo de primeiro grau. Oficie-se para cumprimento. Usou da palavra pelo recorrente Fábio a defensoria pública, e pelo recorrente caio o advogado Antonio Pedro Melchior. Usou da palavra também, representando o órgão do ministério público, o procurador de justiça, doutor Júlio César lima dos santos.”

[1] http://www4.tjrj.jus.br/EJUD/CONSULTAPROCESSO.ASPX…

Nota do Laboratório de Direitos HUmanos de Manguinhos (

):

Santiago: “O Estado é o Assassino!”

Toda a sociedade do espetáculo do controle punitivo penal está convidada a refletir no espelho suas mentiras!

Santiago foi assassinado pela Tropa Assassina da PM fascista!

E não foi o único que morreu ou foi ferido assim naquele dia antes e depois.

Digam aos parentes do Santiago que o Estado é o assassino!

Digam aos filhos do Santo Bode Expiatório que nós, milhões de Caios e Fabios, morremos todos os dias no trem/ônibus/metrô/Brt lotados, vendo nossos filhos com fome, pra alimentar a conta HSBC Suíça de Jacob Barata e da Odebrecht!

Não se deve confundir violência com contra-violência! A reação do oprimido frente a violência do opressor! Reagir à ordem injusta é um dever!

 

 

 

Ato dia 12/3/15: Abaixo o processo machista! Liberdade para todxs os presos políticos!

https://www.facebook.com/events/688631847925730/?ref=3&ref_newsfeed_story_type=regular

Na próxima quinta-feira, dia 12/03, será realizada no Tribunal de Justiça a última audiência do processo político contra os 23 manifestantes. No intuito de dialogar com a população, decidimos fazer um ato que se concentrará na Candelária às 17h e caminhará até o TJ, onde permaneceremos em vigília até o fim da audiência.

Estamos nos aproximando da reta final desta batalha contra a criminalização das lutas populares. A perseguição dos 23 ativistas através deste processo ilegal representa a cassação dos direitos democráticos de livre manifestação e a criminalização dos movimentos sociais, com o objetivo de transformar a luta popular em “organização criminosa”.

Convocamos estudantes, professores, organizações, entidades, movimentos populares, trabalhadores e trabalhadoras a estarem presentes no ato! A audiência já estará ocorrendo a partir das 13h e durará até bem tarde, pois consistirá no interrogatório de todos os 23 acusados.

Antes da concentração faremos uma oficina de faixas e cartazes no IFCS, a partir das 16h. Venha ajudar a construir o ato!

 

LUTAR NÃO É CRIME!
NÃO VÃO NOS CALAR!
NINGUÉM FICA PARA TRÁS!

NOTÍCIAS DE BRASÍLIA – Processo contra os 23 ativistas: E mais uma vez o infiltrado Maurício Alves da Silva (foto) não comparece à audiência

Via MIC

NOTÍCIAS DE BRASÍLIA – Processo contra os 23 ativistas: E mais uma vez o infiltrado Maurício Alves da Silva (foto) não comparece à audiência

“O infiltrado ilegal não veio de novo depor. O Juiz confirmou que ele está lotado aqui na Polícia Militar do DF, cujo comando recebeu a requisição do Juízo. A oitiva dele foi remarcada para 09/03/14, às 17:00.

Como tínhamos previsto, ele não compareceu nem deu satisfação. Penso que avaliamos corretamente quanto ao sistema estar protegendo e preservando seu agente. Eles sabem que, se ele aparecer, vamos obrigá-lo a “abrir o bico” em Juízo. Não só desmascararemos suas mentiras como vamos atrás das autoridades maiores, responsáveis por essa infiltração ilegal.

A ausência de hoje e a designação para o dia 09/03, acrescentam um problema. É que, embora a oitiva por precatória não quebre a ordem do rito processual, tendo em vista a importância e o teor do depoimento dessa testemunha de acusação, também arrolada por algumas defesas, não pode ser tomado após os interrogatórios, sob pena de possível prejuízo irreparável para a defesa, razão pela qual pediremos ao Juiz Flávio Itabaiana o adiamento da audiência já designada para o dia 02/03/14.

As cortes internacionais vão tomar conhecimento de como funciona o tão propalado “Estado Democrático de Direito” no Brasil.

Não desistiremos! Não passarão!”

Marino D’Icarahy

Que sua força inspire à todxs nós!

CARTA DO PRESO POLÍTICO IGOR MENDES DIRETAMENTE DA PRISÃO
Que sua força inspire à tod@s nós!

Via Jornal A Nova Democracia

*Carta escrita na prisão pelo ativista Igor Mendes e recebida na redação do jornal A Nova Democracia através de um colaborador. A redação de AND transcreveu o texto e o compartilha agora com seus leitores e leitoras.
________________
07/2/2015 – 66º dia de detenção
À CAMPANHA PELA LIBERTAÇÃO DOS PRESOS POLÍTICOS;
AO POVO BRASILEIRO:
– Da Penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9)

Resistir é preciso!

Quando esta carta chegar às suas mãos já terei completado 70 dias de prisão no complexo Penitenciário de Gericinó. O processo que resultou na minha prisão tem um claro cunho ideológico-político e fere, na verdade, centralmente, o direito de livre expressão e manifestação em tese assegurada ao nosso povo.

Sou acusado de compor uma “quadrilha” cujas supostas ações criminosas não ocorreram jamais. Durante as audiência foi perguntado, insistentemente, por nossa defesa, brilhantemente conduzida pelo Dr. (e companheiro) Marino D’Icarahy: qual ato criminoso, afinal, essa “quadrilha” praticou? Qual incêndio? Qual dano? Qual atentado? O “crime” que cometemos, na verdade, foi o de criar uma frente política combativa, antieleitoral, a Frente Independente Popular (FIP), que manteve sempre erguida a bandeira do protesto popular, mesmo no período de intensa repressão durante a Copa da Fifa. Nosso “crime”, como inclusive conta dos autos, foi a disposição em “desestabilizar” os diferentes governos. Claro, o nosso povo não tem nenhuma razão para protestar e se o faz só pode ser pela ação de insidiosos elementos infiltrados… Essa lógica é tão tacanha quanto mentirosa.

Se as grandes manifestações populares terminaram, todas, nos quatro cantos do país, em confrontos com as forças policiais, isso apenas ocorreu porque a única resposta prontamente adotada pelo Estado brasileiro foi a intensificação da repressão. A polícia do Rio chegou ao ponto de disparar tiros de fuzil afim de dispersar a multidão, no dia 17/6/2013, quando mais de cem mil pessoas marchavam ao redor da Assembleia Legislativa. Na final da Copa do Mundo, um dia após termos nossa prisão decretada por supostamente prepararmos atos de “extrema violência”, o que se viu foi a extrema violência da Polícia Militar cercando a praça pública e sitiando milhares de pessoas num anel de bombas e ferro, chocando a opinião pública do mundo inteiro.

O que se criminaliza no nosso processo não são fatos, e sim as posições políticas sustentadas pela FIP e organizações que a compõem, principalmente o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e a Organização anarquista Terra e Liberdade (OATL). O conceito de “inimigo do Estado”, um dos cernes da famigerada doutrina de segurança nacional dos regimes militares latino-americanos, parece ter sido assim perigosamente resuscitado. Chegado a este ponto para classificar militantes como terroristas não falta mais que um passo. Daí toda importância que a batalha em torno do nosso processo encerra.

Com todo repressão as manifestações seguem e seguirão, porque têm raízes mais profundas. A crise econômica e política está aí e se reflete na tragédia social que assistimos diariamente. O gigante do consumo revelou ter pés de barro; a tal sexta economia do mundo está às voltas com a falta de água e luz para sua população. Não há saneamento básico na maior parte do país e os trabalhadores sofrem com os péssimos serviços públicos, como saúde e transporte. A mesma Dilma que mentiu para o mundo ao declarar, na assembleia geral da ONU, que seu governo não reprimia os protestos, mentiu para os brasileiros durante a campanha eleitoral dizendo que não haveria pacotão de impostos e cortes de direitos trabalhistas.

Nesse contexto de crise não podemos subestimar o crescimento do fascismo e é dever de todos os autênticos democratas e pessoas honestas aumentar a vigilância antes que seja tarde. A história puniu sempre severamente os que transigiram com o arbítrio. Não deixa de ser sintomático que um alto oficial da PM, comandante da tropa diretamente encarregado da repressão aos protestos, tenha-se declarado nazista. a ação da polícia de Pezão e Beltrame nas favelas e bairros pobres do Rio de Janeiro, aliás, acumulando milhares de execuções sumárias nos últimos anos, guarda não poucas semelhanças com a “solução final” de Hitler.
Em decorrência desse processo espúrio contra nós movido tivemos na prática os direitos políticos cassados, ao sermos impedidos de participar de manifestações e debates públicos. Sim, fomos também impedidos de expor nossas idéias uma vez que outra restrição imposta, qual seja, a de não nos ausentarmos da comarca sem autorização judicial, foi amplamente utilizada para vetar nossa participação em eventos acadêmicos e políticos, a maior parte deles a convite de universidades públicas e entidades idôneas, com passagens de ida e volta devidamente compradas.

Essas medidas cautelares ferem seriamente o princípio de presunção de inocência e configuram uma punição antecipada, além de escancarar o caráter político desse processo. Creio que todos nós, eu inclusive, devemos fazer uma autocrítica por não termos denunciado com a devida energia essas medidas de exceção. Aceitamos com certa passividade que uma espada fosse mantida sobre as nossas cabeças e, no momento oportuno, não por coincidência somente após as eleições novas prisões arbitrárias foram decretadas.

Curioso é que, em nome de uma suposta rigorosa defesa da ordem e das instituições, fui enviado no dia 3/12/2014 para o lugar onde os preceitos do Estado de Direito são mais ampla, ostensiva e sistematicamente violados: o sistema penitenciário. Aqui o tratamento cruel, desumano e degradante dispensado aos presos é a mais absoluta regra e, ainda que em pouco tempo, já vi e vivi todo tipo de arbitrariedade. É triste que a mesma energia e celeridade demonstradas pelo poder judiciário quando se trata de prender não se verifique quando se trata de fiscalizar e coibir a sucessão de violações que ocorrem aqui dentro.

Companheiros (as):
Sigo, como sempre, firme e convicto quanto à justeza da nossa causa. Somos os presos políticos das históricas jornadas de junho e temos que nos portar a altura da juventude combatente e dos trabalhadores da cidade e do campo que elevam cada vez mais rapidamente sua consciência política e seu nível de organização.

Enganam-se os que pensam que poderão, com prisões e perseguições, sufocar nossa luta. Os povos, ao longo da história e em todos os países, sempre lutaram e o povo brasileiro levantar-se-á em ondas cada vez maiores para cobrar o que é seu por direito. Trata-se de uma necessidade história, irreversível, independente da vontade de quem quer que seja.

Não é fácil dormir e acordar sob a guarda do inimigo de classe, mas a presença e o trabalho de vocês ultrapassam os muros e as grades, e nunca me sinto sozinho. Encontrei sempre nos demais presos solidariedade, interesse e bastante respeito pela nossa luta. Em não poucos encontrei mesmo admiração. Eles me pediram que, saindo daqui, use a força do nosso movimento para contar à sociedade as agruras do cárcere. Pretendo cumprir a promessa que lhes fiz.

Novamente muito obrigado a todos. Aos companheiros democratas e revolucionários de outros países, que têm manifestado sua solidariedade com mobilização de nosso povo, calorosas e fraternas saudações internacionalistas!

Mantenhamos erguidos com vigor as nossas cabeças e as nossas bandeiras, bem como nossos punhos cerrados, símbolo sagrado e universal de resistência. Caio Silva, Fabio Raposo e eu estamos separados dentro da penitenciária, mas eles também estão firmes e buscamos apoiar uns aos outros dentro das possibilidades.

Não há o que temer! Por mais difícil e prolongada que seja a luta, o povo está condenado à vitória. Sigamos em frente, sem concessões e sem conciliações quanto aos nossos princípios.

Rebelar-se é Justo!
Lutar não é crime!
Fascistas não passarão!

Informe dos Presos e Perseguidos Políticos (via Marino D’Icarahy)

INFORME SOBRE O PROCESSO DOS 23 MANIFESTANTES

(Informe enviado à redação do jornal A Nova Democracia pelo advogado Dr. Marino D’Icarahy.)

Segunda-feira, 23/02, estaremos em Brasília para “entrevistar” o infiltrado ilegal Maurício Alves. Só temos dúvidas se ele estará… Se ele for, vamos “espremê-lo” de tal forma que ele não terá qualquer chance. É um “pobre coitado”, esparro dos subterrâneos da ditadura civil/militar que está instalada no País, a serviço do Capital, e que, como temos dito, as pessoas nem sabem que existe.

Ele já começou a “abrir o bico” aqui na própria DRCI (Delegacia de Repressão ao Cidadão Inocente, também conhecida como “O NOVO DOPS”. Deu o nome de dois comandantes diretos, “espontaneamente”.

Queremos mais, por exemplo, os comandantes de maior patente, poi ele só “deu” um tenentinho e e um capitãozinho. Queremos os responsáveis superiores, aqueles que insistem em perpetuar os mesmos métodos de perseguição, criminalização, terror, tortura e ilegalidades ditatoriais/nazifascistas/sionistas/ianques.

Vamos questioná-lo profundamente sobre as ignóbeis atividades exercidas pelo mesmo. Fa-lo-emos aprofundar a sua já confessada condição de “infiltrado ilegal”.

Deixaremos exposto para o País e para o mundo inteiro como funciona a “democracia” e o “Estado Democrático de Direito” no Brasil, sob os auspícios e a direção maior do Partido dos Trapaceadores, do Partido dito Comunista do Brasil, do Partido dito Socialista do Brasil, do Partido dito do Movimento Democrático Brasileiro e de toda a laia de partidos e políticos que dão sustentação política/oportunista/fisiológica a esse projeto de administração do Capitalismo no Brasil pela ex-querda, deixando como alternativa de goverrno o retorno dos liberais e dos ditos sociais-democratas.

Vamos colocá-lo em tal situação que não terá mais condições de ficar “tirando onda” no Rio de Janeiro, como ainda estava fazendo, alcoolizado, no Bloco Carnavalesco “Boi Tatá”, durante este Carnaval ou na Lapa, onde também é visto com freqüência.

Além de mentiroso e vendido, o cara de pau ainda fica desfilando sob a proteção de ser testemunha de acusação, situação que lhe dá “certa imunidade”. Sabemos de coisas dele que serão cobradas ao mesmo na frente do Juiz.

Quem participa do movimento sabe que as afirmações dele são gratuitas e mentirosas, assim como as do Felipe Braz. Não precisava nem se infiltrar, pois, para falar mentiras, essa condição não é indispensável.. Bastava assinar o depoimento que os “puliça” dessem para ele.

Vamos também questinar amiúde os “métodos” de infiltração utilizados… Muita coisa tem que ser explicada, detalhadamente. Ele não perde por esperar…

Propomos que seja feita uma vigília política durante o horário da audiência, prevista para se iniciar às 14:20 de segunda-feira (23/02). Nos comprometemos a, assim que terminar a audiência, passar os informes para divulgação geral.

Não passarão! Até a vitória final!

Moção de Repúdio à Prisão de Igor Mendes e Todos os Presos Políticos. Divulguem! Ajudem a campanha!

Olá Pessoal!

Segue abaixo a versão final da Moção de Repúdio. Vocês podem reproduzir e levar para as organizações assinarem.

É importante que este documento seja asssinado por entidades: Centros Acadêmicos e Diretórios Estudantis de Universidades; Grêmios Estudantis; Sindicatos; Associações de Moradores, Funcionários etc…;

A cada adesão (assinatura) de entidade à Moção de Repúdio, é importente recolhermos também um comentário de uma pessoa dessa entidade para publicarmos na página do facebook junto com a informação de que mais uma organização se une à campanha: uma simples frase de apoio é suficiente.

É importante levar essa moção ao máximo de entidades possíveis. Mesmo as entidades que já asssinaram a versão antiga dessa moção de repúdio devem assiná-la novamente! É um trabalho conjunto de todos nós em nossas escolas, universidades, locais de trabalho e/ou moradia.

Saudações!

 

Moção de Repúdio à Prisão de Igor Mendes e Todos os Presos Políticos

 

Há mais de um mês o estudante de geografia e ativista Igor Mendes é mantido encarcerado no complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio, e impõe sua brava resistência frente às arbitrariedades do Estado. Durante 37 dias foram negados ao estudante acesso a livros, papel e caneta, assim como o banho de sol. Esta prisão política é um nítido ataque dirigido contra o ativista, destacada liderança estudantil que participou das jornadas de Junho de 2013, e representa a tentativa de cassação dos mais amplos direitos democráticos de livre manifestação. Igor Mendes é um preso político dos governos Dilma, Pezão e Paes.

Também desde o dia 03/12/14, Elisa Quadros e Karlayne Moraes, que escaparam a mais este ataque promovido pelos gerentes do Estado, tiveram prisão decretada e até hoje são forçadas a manterem-se na condição de clandestinidade.

Esta prisão e perseguição política dos ativistas através do poder judiciário, tendo como figura de proa o juiz Flávio Itabaiana, deixa clara a tentativa de criminalização da juventude combatente que em 2013 e 2014 tomou as ruas do país exigindo moradia, saúde, educação e melhores condições de vida para o povo brasileiro.

Desta forma, nós, entidades e indivíduos abaixo assinados, viemos manifestar publicamente total repúdio às medidas arbitrárias tomadas pelo juiz Itabaiana a mando dos governos federal, estadual e municipal, e exigimos a libertação imediata de Igor Mendes e todos os presos políticos.

 

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Envie o e-mail com nome da Entidade com a frase de apoio para o endereço: liberdadeparaigormendes@gmail.com