Judiciário mantém a prisão de Rafael Braga

O Judiciário mantém a prisão de Rafael Braga Vieira. Parece que reduziram a pena em alguns meses, mas sem possibilidade de recorrer em liberdade.

O Judiciário é instrumento do Estado, é de classe e sob o falso nome auto concedido de Justiça, se finge de justo quando na verdade se preocupa apenas com as leis, ou seja, com a manutenção da ordem, que oprime a população e preserva os privilégios dos ricos.

Se não há igualdade para os pobres, que não haja paz para os ricos!

Liberdade para todxs xs presxs políticos! Pela extinção de todos os processos!

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Agenda da Semana

– 19/08, às 11h:
Divilgamos o debate com o advogado Marino, que representa diversos dos perseguidos políticos, fará debate sobre o Direito em manifestações.

– 19/08, às 15h,
Participação da FIP no debate no Colégio Pedro II, Tijuca, sobre perseguições e processos políticos.

– 19/8, às 17h, panfletagem da FIP-RJ na entrada da estação de trem Central do Brasil;

– 20/8, quarta-feira, ato da FIP-RJ com o Comitê Popular contra o Estado de Excessão:
https://www.facebook.com/events/1500671580170502/?ref=44&unit_ref=related_events

– 22/8, às 14h, na Estação de trem de Manguinhos:
Divilgamos do Ato contra o genocídio do povo negro,
https://www.facebook.com/events/673726479368130/?ref_dashboard_filter=calendar

– 25 a 26/8: FIP dilvulga e participará do ato Julgamento do caso do preso político Rafael Braga Vieira, às 13h de 26 de Agosto de 2014.
Vigília e atividades culturais e políticas com inicío às 17h de 25 de agosto. E também haverá debates de 9h às 11h, antes do julgamento, às 13h, 26 de agosto.

-23/8: Divulgamos do ato com concentração na Estação BRT Campo de Golfe, às 10h.

Nota da OATL sobre as prisões dxs lutadorxs e as perseguições políticas

http://terraeliberdade.org/nota-da-organizacao-anarquista-terra-e-
liberdade-sobre-as-prisoes-dxs-lutadorxs-e-as-persiguicoes-politicas

Nota da Organização Anarquista Terra e Liberdade sobre as prisões
dxs lutadorxs e as perseguições políticas

São tempos duros, companheirxs. É difícil encontrar as palavras que
transmitam a nossa indignação frente às absurdas prisões políticas dxs lutadorxs, iniciadas no último 11 de julho.

Onde um Estado cujas palavras de ordem são a arbitrariedade e a
violência, e onde a Lei é a inconstitucionalidade, para nós, que nunca acreditamos na Justiça burguesa, o que nos fortalece é o apoio mútuo e as redes de solidariedade axs presxs, foragidxs e aos seus familiares que se formaram em vários setores da sociedade civil. É urgente que façamos uma
campanha anticarcerária nacional e forte, contra a criminalização dos
movimentos sociais, dxs lutadorxs e das organização da classe trabalhadora, como também pelo fim imediato de todos os processos e inquéritos.

Para muitos é uma surpresa assustadora que o momento de maior
repressão política desde a instauração do AI-5 se dê no governo do PT. Para
nós isso não é uma surpresa, é apenas a consequência lógica do jogo estatal, quem aceita fazer parte da farsa eleitoral, automaticamente se coloca ao lado dos torturadores. Um exemplo é o atual secretário de segurança pública do Rio, que era agente infiltrado da ditadura no movimento estudantil
e, assim como todos os torturadores e outros crápulas do regime, continuou seu trabalho sem grandes mudanças sob o dito regime democrático. A
farsa da redemocratização está escancarada, a mesma PM que matava em na ditadura civil-militar é a que mata hoje, que é a mesma que matava na ditadura varguista que é a mesma que matava com Arthur Bernardes, que é a mesma que caçava escravos fugitivos e índios rebeldes. A repressão não surgiu
em 64 e não acabou em 85.

Nos marcos desse exemplo histórico de caçada aos movimentos reais
de luta povo, hoje as organizações anarquistas voltam a ser criminalizadas, como foram desde o acenso do movimento operário anarquista
brasileiro, na década de 1920. Xs anarquistas sempre estiveram organizadxs atuando como fomentadorxs da luta do povo, desde os lugares de trabalho e
moradia, contra o extermínio do Estado e contra exploração de classe. Nós
anarquistas éramos e somos um perigo para o poder constituído, pois defendemos a negação deste – o poder popular -, que não é obra de
líderes, mas sim de um trabalho árduo e contínuo de mobilização e de luta ao lado do povo, incentivando sua ação direta e sua organização
revolucionária contra o Estado e por um mundo novo, justo e livre. É essa a
Justiça que queremos, a que o povo faz na sua luta, onde o povo decide e onde
ninguém fica para trás. O poder popular nega o Estado e constrói toda a
organização social de forma federativa e de baixo pra cima, toda propriedade é coletivizada e o povo reparte entre os trabalhadorxs o fruto de seu próprio suor. Sem patrões, políticos enganadores, corruptos
ou corruptores, sem depender dos mandos do capitalismo financeiro
global.
Carregamos um mundo novo em nossos corações e com Terra e Liberdade
nós construiremos a Comuna Popular do Rio de Janeiro.

Nos termos do Estado burguês, isso é um absurdo e por isso a
perseguição ao anarquismo é necessária. É preciso marcar a carne de toda uma
geração com a passividade que eles tanto prezam, amedrontar a juventude combativa com prisões « exemplares ». Mas, nós atingimos a espinhal dorsal da reação, na sua crença de que não há saída para a política, para
nossas condições materiais e sociais. O levante popular de 2013 levou ao
desespero todxs aquelxs que buscam manter a ordem atual, trazendo
consigo uma nova materialidade política, novas lições estratégicas, novas
possibilidades de vitória.

Solidarizamo-nos a todas as organizações e lutadorxs que estão sendo criminalizadas por meio desse sádico espetáculo policial-midiático, pois sabemos que o objetivo de toda essa perseguição é reprimir a quem
luta e quem acredita que é preciso dar um BASTA à exploração de classe e a
todas as opressões. Perseguem-nos porque denunciamos o papel nefasto que
cumpre as polícias, porque estamos cansados de ser esculachados perdendo casa,escola, hospital para que meia dúzia de capitalistas lucrem durante os dias de Copa do Mundo!

Xs militantes da OATL têm participado, a cada dia, da organização
do povo.
E sabemos que não somos só uma organização! Somos o povo revoltado, somos o povo que não vai se calar! A OATL estará na rua, porque o povo
estará.
Não tem Estado ou Burguesia que possa conter a legítima revolta do
povo, pois eles mesmos provocaram essa revolta! A longa experiência
amarga do povo fez com que ele mesmo criasse suas armas de autodefesa e
resistência.
A ação direta, as ocupações, as comunas, as greves e os atos de rua não foram invenção dos anarquistas, mas do povo em luta contra as
opressões.
Não somos nem nunca desejamos ser os responsáveis pela revolta
popular, somos mais um na multidão indignada.

É intolerável que deixemos passar o terrorismo de Estado que mata
todos os dias o povo negro e com a mesma brutalidade se volta contra xs
lutadorxs sociais. Estamos ao lado do povo! Criminosas são as leis que
defendem os inimigos da classe trabalhadora. A criminalidade está na cor que
colore nossos corpos, negros na pele, negros na bandeira, negros no coração.
Quadrilha armada é o Estado e o Capital que se utilizam de métodos
fascistas de controle de nossas vidas com escutas, agentes
infiltrados e quebra de privacidade das comunicações, perseguição, coação e tortura aos familiares dxs presxs e foragidxs! Os crimes quem os comete são as
grandes corporações de mídia, os governos federal, estadual e municipal!
Não se pode criminalizar um povo que se rebela e se organiza contra a exploração e a opressão de todos os dias. Não se pode criminalizar a justa
revolta do
povo!

E frente a toda essa ofensiva repressiva, concluímos que o único
crime é
NÃO LUTAR! É preciso que nós tomemos novamente as ruas! A pressão
popular
é fundamental para desarticular a máquina repressiva do Estado,
denunciar
o espetáculo forjado pelas grandes mídias para confundir-nos,
alienar-nos
e convencermos de que a luta não leva à mudanças. Convoquemos nossas
organizações, coletivos, órgãos de base, grêmios, equipes
esportivas, grupos de advogadxs, associações de bairro e toda a sociedade civil.
Publicizemos nosso apoio, denunciemos o terrorismo de Estado e, sobretudo, saiamos às ruas!

LIBERDADE PARA TODXS PRESXS E PERSEGUIDOS POLÍTICXS!

FIM DOS PROCESSOS POLÍTICOS!

NINGUÉM FICA PRA TRÁS!

O ANARQUISMO NÃO PODE SER CAPTURADO! TODO PODER AO POVO!

OATL

Ato contra a Globo Fascista e a Farsa Eleitoral

Vamos Todas(os) ao Ato contra a Globo Fascista e todo o monopólio da imprensa terrorista! São eles que caminham de mãos dadas com a Farsa Eleitoral, recebendo todo o tipo de “agrado” da oligarquia financeira e política de nosso país!

27/08 – Ato Contra a Globo Fascista e a Farsa Eleitoral em frente à Rede Globo às 17h.
link:https://www.facebook.com/events/754661187932789/

Nota da FIP em Repúdio ao Artigo Publicado em “O Globo”

A Frente Independente Popular (FIP-RJ) vem a público repudiar impetuosamente a acusação caluniosa publicada pelo jornal “O Globo” no dia 23/07 em sua matéria “Após reunião, Frente Independente Popular decide partir para o ataque para se defender da polícia”. Importante deixar claro que este artigo citado está sendo usado como justificativa para pedido de revisão dos habeas corpus que garantem a liberdade dos 23 ativistas indiciados na famigerada “caça as bruxas” que foi a “operação Firewall” da Polícia Civil.

Antes de tudo ressaltamos que a FIP se pauta sobre três princípios básicos: classismo, combatividade e o combate ao oportunismo. Desta forma, não colaboramos nem estabelecemos qualquer tipo de concessão ao jornal “O Globo” e seus congêneres, que não têm nenhuma autorização prévia para registrar e/ou divulgar qualquer informação de qualquer plenária e/ou reunião.

As plenárias da Frente Independente Popular são e sempre foram eventos públicos, e têm como prática básica a identificação pública de todos os presentes. Assim, se esses “jornalistas” (ou seriam investigadores?) realmente “acompanharam” nossa plenária, não se identificaram ao adentrar um espaço que, apesar de público, tem metodologias próprias de funcionamento. Dessa forma, o comportamento desses “jornalistas” revela, na verdade, os interesses escusos à que se propõem, agindo como verdadeiros policiais espiões a serviço do Estado fascista. Além disso, esses “senhores” incorreram em falta de respeito a todas(os) as(os) presentes nessa plenária pública e rasgam seus “princípios editoriais” de “respeito e a transparência na relação dos jornalistas com suas fontes” (Seção II, item C).

Esta “matéria” de “O Globo” ainda divulga mais uma informação caluniosa, fruto do devaneio advindo da mente degenerada de “jornalistas” desesperados por matérias alarmistas, afirmando que: “Integrantes (sic) pretendem se infiltrar nesses atos (comícios eleitorais), causando tumulto e quebra-quebra”. Com relação a esta acusação deixamos claro que a FIP-RJ combate o oportunismo eleitoreiro através da propaganda, de panfletagens, da mobilização popular em atos públicos e da discussão franca e aberta com o povo. Ao contrário do que fazem os mandantes desse Estado de Exceção e seus braços armados (que usam seus exércitos para atacar o povo no exercício do seu direito mais fundamental e democrático de reivindicação e que promove chacinas no campo e nas favelas de todo o país), a FIP-RJ se coloca ao lado do povo para exigir o fim de todas as injustiças e barbáries cometidas todos os dias contra os trabalhadores brasileiros. Sabemos, com base na história, que nos gabinetes dos parlamentares sempre foram orquestrados os mais odiosos esquemas para reprimir as exigências do povo nas ruas.

Acusam-nos de procurar “atrair o apoio de sindicatos”. Afirmamos que, com base no classismo, nunca deixamos e jamais nos furtaremos a prestar todo apoio e solidariedade aos trabalhadores, sejam estes sindicalizados ou não, em todas as lutas reivindicativas das categorias. Aliás, é mais do que compromisso dos sindicatos apoiar, seja da forma que for, as lutas populares.

Este referido jornal, honrando suas piores tradições de conluio com a repressão política desde os tempos do regime militar fascista, deixa ainda implícita nesta matéria a acusação de que os movimentos sociais são financiados, como se a luta popular se pautasse pelos mesmos princípios destes que nos acusam, ou seja, a ganância e o lucro a qualquer custo. Eles não compreendem que o povo se organiza e se une contra as injustiças por laços muito maiores do que podem imaginar: laços de solidariedade de classe, fraternidade e companheirismo.

Um dos termos mais utilizados nesta “matéria” de “O Globo” foi o termo ”infiltrado”, que na verdade se aplica muito bem a esta imprensa terrorista que age como espiã serviçal do fascismo, se infiltrando (entrando sem permissão) em reuniões de organizações populares, agindo como os “P2” (policiais infiltrados), já comprovadamente (e sem o menor pudor) presentes em diversas reuniões de sindicatos e assembléias populares. Esta imprensa terrorista se apropria de fatos para distorcer a realidade em nome da promoção do terror mais amplo e escrachado contra todo o povo que se levanta em luta por dignidade e melhores condições de vida, que são seus por direito.

A manipulação dos fatos nesta “matéria” chegou a tal ponto de absurdo em que se apropriou, de forma leviana e distorcida, da fala de uma participante e a publicou como se fosse uma decisão da plenária, o que não tem nenhuma relação com a verdade, uma vez que esta fala não corresponde a nenhuma das deliberações tomadas pela assembléia.

Não satisfeitos, vão mais longe, e tratam como se a Frente Independente Popular possuísse “líderes”, para mais uma vez fazer coro com o discurso da “justiça” neste processo fantasioso e criminalizar novas(os) companheiras(os) e ativistas. Eles só conseguem compreender sua própria forma de organização, e, como agem sob as ordens dos gerentes do capital financeiro internacional, esses sim, seus chefes supremos, acreditam que os movimentos sociais também se organizam sob esta lógica.

Por fim, denunciamos que este mesmo monopólio da imprensa, encabeçado pelas organizações Globo, promove neste momento uma declarada cruzada de criminalização contra as organizações populares em luta pelos direitos do povo com objetivo claro de intimidação e perseguição política. Em resposta, nós da FIP-RJ reiteramos que continuaremos defendendo intransigentemente nas ruas e em todos os lugares o amplo direito democrático de livre manifestação e organização do povo em luta por seus direitos.