Comemoração de 1 ano da Frente Independente Popular

A Frente Independente Popular – RJ comemora dia 02 de Agosto um ano de criação.

Neste momento de luta e resistência às ofensivas fascistas do Estado, é de extrema importância que levantemos bem alto a bandeira da FIP, e exaltemos nossa maior conquista, nosso um ano de organização em torno da luta do povo.
Convidamo a todos para um debate neste sábado, seguido de uma confraternização.

Sábado, 2 de agsto às 13h.
Local: Colégio Pedro II Unidade Tijuca
R. São Francisco Xavier, 204 – Maracanã.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1519244511639304/

Hoje: Ato Nacional Unificado – Protestar não é crime

É cada vez mais evidente o caráter fascista do Estado. O Ministério Público entrou com recurso para voltar a prender militantes. A prisão de manifestantes, a revista em protestos, o policiamento em número muito maior que o de manifestantes, as demissões e processos contar grevistas são exemplos de meios utilizados pelo estado para nos dissuadir da nossa justa luta, exatamente pela força que sabem que possuímos. A partir do momento em que são atacados por decisões judiciais as greves e as lutas populares, a continuidade do movimento é considerada contrária à lei e sujeita a sanções. Ou seja, é considerado um infrator quem reivindica seus direitos. É necessário parar esse processo fascista de criminalização da luta política dos movimwntos sociais que querem construir outra organização social, outra sociedade; que querem o fim da opressão. Não adianta nos reprimir.

Mais do que uma necessidade, é um dever de todxs defenderem a liberdade imediata de todxs xs presxs políticxs e extinção dos processos. Lutar por sua liberdade é defender o direito de livre manifestação e expressão e o direito do povo de lutar por seus direitos.

Ato Nacional Unificado, hoje, 30/07, quarta-feira, às 17h na Cinelândia.
Página do evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/438381769636019/

A prática poética

Compartilhamos poema de colaborador em homenagem à luta popular e à luta da FIP, que não se deixa intimidar pelo terrorismo do Estado e sua polícia violenta que mata milhares de pessoas todos os anos, que não recua com a perseguição política, cuja farsa é encenada pelo Judiciário, que tenta se legitimar sob o manto de justiça, quando na verdade só se preocupa com as leis, que são feitas pelo legislativo em defesa dos empresários e contra o povo. É uma homenagem a todo aquele que não deixa as ruas mesmo com a manipulação da mídia sedenta do sangue daquele que se liberta, e que transforma a notícia num espetáculo punitivista para amedrontar e dissuadir a população de lutar para governar diretamente por si. É uma homenagem à poética pratica do povo a caminho da liberdade. Viva a luta popular!

Aproveitamos para lembrar do ato nacional: lutar não é crime. No Rio, amanhã, 30 de julho, na Candelária, às 17h. Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/438381769636019/

A prática poética

Sim, vocês têm me provocado, meus amigos,
para que eu lhes venha com uns novos poemas,
mas sinceramente não sei o que lhes digo.
Silencio forçosamente. Uma pena…

Onde estarão escondidas minhas palavras?
Onde estarão organizados os meus versos?
Para onde foi minha alma que não grava
as nuances do mundo em que estamos imersos?

Terão corrido das cacetadas das tropas?
Será que estarão presas pra averiguação?
Terão as lágrimas dessa espessa fumaça
sufocado, censurado a veia poética?

O sangue que escorre ou a carne rasgada
terão feito que se calassem os meus sonhos?
Essa ardência nos olhos e a vista embaçada
lançadas por aqueles soldados tacanhos

serão capazes de me fazer um temente,
de conter a vida que me é natural,
de assassinar a poética transcendente,
que para a liberdade é tão transcendental?

Não, amigos! Difícil é achar palavras,
quando as intervenções no mundo são ária,
para aquilo que em nosso ânimo se lavra
quando a poética é a rotina diária.

Ser e sentir que são os temas que me inspiram
crepitam nas chamas das ruas bloqueadas.
Vai que ao escrever, esmorece-se a lira
que é cantada em novo ato a cada empreitada!

Para que tentar competir com a esperança
que brota do cair do granizo do povo,
da gente que não retrocede e não cansa,
sobre aquele que combate o livre e o novo?

Para que tentar competir com o futuro
que não se deixar modelar pelas barreiras,
que desconhece grades, catracas e muros
que desbrava caminhos com suas bandeiras?

Ou com a liberdade que se faz presente
se personifica e se faz manifesta
ao mover o coração de toda essa gente
que contra toda injustiça firme protesta?

Não apenas me falta tempo pr’ escrever
como é difícil conseguir fazer frente
à poética cotidiana do ser
que se manifesta e batalha nessas Frentes

Minha poesia não é então nenhuma
ante o vigor e o agir da sociedade
que nesse processo de libertação ruma
à autogestão, à justiça da igualdade.

Tadeu Passos

Calendário da campanha pela libertação de todxs xs presxs políticxs

28/07 – Panfletagem na Central do Brasil às 16 hrs (convocação para o Ato Nacional) / Plenária Unificada do comitê popular contra o Estado de Exceção no Sindisprev as 19 hrs

29/07 – Panfletagem na Favela Metrô Mangueira às 14hrs (convocação para o Ato Nacional pela Libertação de todas(os) as(os) Presas(os) Políticos

30/07 – Ato Nacional liberdade aos presxs e perseguidxs políticos, 17 hrs Candelária
link: https://www.facebook.com/events/438381769636019/?fref=ts

31/07 – Plenária da FIP às 18 hrs no 9° andar da UERJ
link: https://www.facebook.com/events/821203164570019/?context=create&source=49#

Entidades da sociedade civil lançam nota de repúdio à criminalização dos movimentos sociais

O Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, Justiça Global, Rede
de
Comunidades e Movimentos contra a Violência, CEBRASPO, Sindicato
dos
Jornalistas do Rio de Janeiro vêm a público repudiar as ações do
Estado
que, por meio de prisões intimidatórias, pelo cerceamento da
liberdade de
expressão e de livre manifestação pretendem intimidar e criminalizar
movimentos sociais, organizações políticas, advogados e
instituições de
direitos humanos.

O inquérito policial em curso que resultou na prisão de 23
ativistas está
eivado de ilegalidades e remete ao processo de perseguição e
repressão da
polícia política do período da ditadura civil-militar brasileira.
As peças
acusatórias se baseiam em frágeis narrativas romanceadas de somente
uma
testemunha, que surpreendem pela inventividade na criação de nexos
causais
e protagonistas sem apresentar qualquer prova concreta.

O inquérito de mais de três mil páginas, que cita em muitas partes
matérias
jornalisticas como fonte, levou menos de duas horas para converter-
se em
denúncia e processo criminal, e seu conteúdo ganhou ampla
repercussão pela
imprensa antes mesmo de ser disponibilizado aos advogados de
defesa. O
cerceamento ao direito de defesa envolveu procedimentos
inaceitáveis de
criminalização da advocacia, com a quebra do sigilo telefônico e de
e-mails
de advogados defensores dos direitos humanos.

O vazamento de trechos de escutas telefônicas com a divulgação
descontextualizada e seletiva de partes do inquérito pelas
organizações
Globo são uma tentativa de criar um “tribunal midiático” que
subtrai o
direito de defesa. Consideramos grave a ação deliberada de
criminalização
que parte do sistema de justiça e empresas privadas de comunicação
contra
as organizações políticas e sindicais. Essas ações visam criar um
clima de
medo social e ameaçam não apenas as liberdades individuais, mas
também a
democratização das instituições brasileiras clamadas nas
manifestações de
junho de 2013.

A notícia do acolhimento de 23 habeas corpus na noite da última
quarta-feira constitui uma vitória diante deste cenário de
aprofundamento
da repressão estatal contra as manifestações populares, com fortes
notas de
perseguição política e ideológica. A liberdade dos ativistas sociais
conquistada nesta semana, no entanto, não é ainda o último
capítulo. O
processo criminal contra ativistas e organizações sociais continua
em
vigor, enquanto isso, as violações de direitos e a violência
policial no
contexto das manifestações seguem sem investigação e esclarecimento
por
parte Estado.

Se a polícia que reprime na avenida é a mesma que mata na favela, os
setores do sistema de justiça que decidem pela prisão de
manifestantes são
os mesmos que optam pelo encarceramento em massa da população pobre
e negra
e pelo arquivamento de autos de resistência.

Ato Público pela libertação de todxs xs presxs políticxs e extinção de seus processos

Convocamos TODAS(OS) pra o vigoroso Ato Público no Salão Nobre do IFCS às 17hs do dia 25/07 (sexta-feira)!!

PELA LIBERTAÇÃO DE TODAS(OS) PRESAS(OS) POLÍTICOS E PELO FIM DE SEUS PROCESSOS!!

O Ato contará com a presença: Jurista Dr. Nilo Baptista, Comissão dos Familiares dos Presos Políticos, Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – Cebraspo , representantes da OAB, representantes do IDDH – Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos, Grupo Tortura Nunca Mais, Advogado Marino D’Icarahy (advogado dos presos políticos) e com os Presos Políticos libertados. Também estarão presentes a imprensa popular e coletivos de mídia independentes.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODAS(OS)!!!!
LUTAR NÃO É CRIME!! NINGUÉM FICA PARA TRÁS!!

https://www.facebook.com/events/470594719751212/?ref=22

Ato Unificado pela Libertação de Todos os Presos Políticos

Hoje, terça-feira, 22, faremos mais um ato pela libertação de todos os presos políticos. Não descansaremos enquanto não vencermos. Não cederemos nem um milímetro de nossa liberdade!

Convocamos todxs à ir ao TJ para um ato unificado em repúdio ao Estado de Exceção, pela liberdade de todxs os presxs e pela extinção de todos os processos. Lutar não é crime!

https://www.facebook.com/events/616197895154726/?ref_dashboard_filter=upcoming

http://www.facebook.com/events/337649133050186/?ref=23

https://www.facebook.com/events/1452159635038852/?ref=22