ATIVISTAS DO RIO CONCLAMAM: ‘NEM DILMA, NEM AÉCIO! ABAIXO A FARSA ELEITORAL!’

Por RAFAEL GOMES PENELAS / A Nova Democracia

No fim da tarde e início da noite desta quinta-feira, 23 de outubro, ativistas e organizações que compõem a Frente Independente Popular – RJ realizaram uma nova manifestação contra a farsa eleitoral no Centro do Rio de Janeiro.

Os manifestantes se concentraram no camelódromo da Uruguaiana, onde foram distribuídos milhares de panfletos, e, em seguida, seguiram em passeata até a Cinelândia, lá terminando o ato.

Faltando três dias para o segundo turno da farsa eleitoral que “decidirá” o próximo gerente de turno do velho Estado brasileiro, os manifestantes aproveitaram para explicar aos trabalhadores e trabalhadoras os motivos da campanha de boicote e expor suas opiniões sobre as duas siglas reacionárias do Partido Único que concorrerão, PT e PSDB.

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Nota da LCP sobre o assassinato de Cleomar

Dirigente da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia é assassinado em Pedras de Maria da Cruz
 
Belo Horizonte, 23 de outubro de 2014
O companheiro Cleomar, Coordenador da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia, foi covardemente assassinado nesta quarta-feira, 22 de outubro de 2014, após passar pela “cancela do cascalho”, uma das primeiras do caminho para chegar à Área Revolucionária Unidos com Deus Venceremos, onde o companheiro morava, trabalhava e lutava pelo pedaço de terra junto com outros companheiros.
Seu corpo foi encontrado perfurado por arma de fogo, de acordo com as primeiras informações de sua companheira que estava bastante emocionada.
Estamos enviando este comunicado para todos os que apóiam e acompanham a luta pela terra, para que se manifestem repudiando mais este crime do latifúndio e deste Estado podre e assassino, enquanto os companheiros da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas recolhem todas as informações e preparam uma honrosa despedida para este mártir da luta do povo.
Conclamamos a todos que (apesar da distância) possam se fazer presentes nas despedidas ao companheiro, que o façam.
Cleomar era humilde, dedicado, responsável, trabalhador, combativo, inteligente, paciente, perspicaz, politizado. Marido e pai exemplar, respeitador, sereno.
Cleomar cansou de receber ameaças de morte, cansou de denunciar às autoridades, sem que nenhuma providência fosse tomada.

O roteiro do assassinato do companheiro Cleomar repete o de outras centenas de emboscadas contra camponeses em luta pela terra: em uma porteira, onde o companheiro tem de parar; e após uma audiência do Ministério Público, no dia 09 de outubro, onde o companheiro cobrou as estradas fechadas pelo latifúndio, a água de poços artesianos prometidos e travados pelo CDR municipal, a desapropriação e a entrega das terras que ocupava pelo INCRA, terras que já estavam desapropriadas quando ele e as famílias entraram nelas, mas cujo processo havia voltado à estaca zero, também como milhares neste país nos últimos anos. Cleomar nesta audiência denunciou na cara dos latifundiários as ameaças contra ele, conclamou à união de camponeses, vazanteiros, pescadores e quilombolas contra o latifúndio para conquistar a terra.

Cleomar ajudou a fazer o corte popular em dezenas de áreas, Cleomar organizou a produção de mel por um grupo coletivo, e imaginem a felicidade que ele ficou quando viu o “seu” mel ajudando os manifestantes presos políticos no Rio de Janeiro… Cleomar havia participado no começo do ano do Congresso da Associação Internacional dos Advogados do Povo, e seu interesse pelas lutas de outros povos era contagiante. O Cleomar não queria só terra não, o Cleomar queria o poder para a aliança operário-camponesa!
Levantemos bem alto o nome, a consciência e a luta do companheiro Cleomar, mártir do nosso povo!
Dor e revolta, ódio, vingança! Contra os assassinos e os responsáveis pelo assassinato do companheiro. Os primeiros, latifundiários e pistoleiros; os segundos, esse Estado e seus gerentes ou candidatos a gerentes, oportunistas, canalhas; esses dois candidatos que estão aí poderiam ter evitado a morte do companheiro, se fizessem ao menos um por cento do que diz essa constituição brasileira de … O Cleomar já estava com nojo de ir a audiências no Incra e ver a cara lavada com que o gerente local mentia, ironizava e enrolava.
Dor e revolta, ódio, vingança. Exigimos Justiça!
Honra e glória aos mártires do nosso povo!
Viva a luta pela terra! Viva a Revolução Agrária!
Companheiro Cleomar, Presente na luta!
Comissão Nacional das ligas de Camponeses Pobres

Cleomar, Dirigente da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia é assassinado em emboscada

Via Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo)

http://cebraspo.blogspot.com.br/2014/10/cleomar-dirigente-da-liga-dos.html#nota

Nesta quarta-feira o camponês Cleomar, coordenadores da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia foi emboscado e morto em Pedra Maria da Cruz, próximo à Área Revolucionário Unidos com Deus Venceremos, onde morava, trabalhava e lutava com seus companheiros. Cleomar organizou a produção coletiva de mel na área, e com  parte dessa produção ele e seus companheiros ajudaram manifestantes presos e perseguidos políticos no Rio de Janeiro, o que o deixava bastante feliz. Recentemente, Cleomar esteve presente no Congresso da Associação Internacional dos Advogados do Povo (IAPL) realizado no Rio de Janeiro.
Exigimos apuração e punição dos mandantes e executores de mais esse crime contra o povo!
Companheiro Cleomar! Presente na luta!

HOJE – Ato unificado contra a farsa eleitoral

HOJE  realizaremos um ATO UNIFICADO contra a FARSA ELEITORAL na Uruguaiana, às 17h.

Vamos todxs juntxs por um grande boicote no 2° turno! Não Vote! Lute pela Revolução!

Após o ato, nos encaminharemos para a Central do Brasil, onde faremos uma panfletagem.

Compareça!


23/10 (quinta-feira) – 17h
Ato Unificado Contra a Farsa Eleitoral.
Local: Uruguaiana (saída para a Av. Pres. Vargas com a Uruguaiana).

https://www.facebook.com/events/305114833026677/

::: CALENDÁRIO DE ATIVIDADES :::


–– Plenária do dia 20 de outubro de 2014. ––
Frente Independente Popular – RJ

22/10 (quarta-feira)
– 10h – Brigada de venda dos exemplares do Jornal A Nova Democracia. Local: Em frente à Estação de Trem de São Cristóvão.
– 14h30 – Audiência da advogada Luisa Maranhão por conta da agressão sofrida pelo tenente-coronel da Polícia Militar, durante a greve dos garis, quando foi empurrada na escadaria da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Local: 2º JECRIM (Juizado Especial Criminal).
– 18h – Debate sobre os Movimentos Sociais e a Farsa Eleitoral. Local: UERJ (auditório 93). Link: http://is.gd/5mKn7o

23/10 (quinta-feira)
– 17h – Ato Unificado Contra a Farsa Eleitoral. Local: Uruguaiana (saída para a Av. Pres. Vargas com a Uruguaiana). Link: http://is.gd/OyQ9YG
Após o ato, panfletagem na Central do Brasil!

25/10 (sábado)
– 10h – Panfletagem do MUDI e da FIP contra a farsa eleitoral. Local: Praça da Cruz Vermelha (na feira).

27/10 (segunda-feira)
– 15h – Ato em Solidariedade à Resistência Popular Curda (RJ). Local: Praia de Botafogo (em frente ao Consulado Geral da Turquia). Link: http://is.gd/kUGEfC

30/10 (quinta-feira)
– 18h – Seminário sobre a Revolução Chinesa. Local: UERJ (12° andar, sala RAV)

31/10 (sexta-feira)
– 18h – Plenária da FIP-RJ. Local: UERJ (9º andar).

12/11 (quarta-feira)
– 13h – Audiência da secundarista Andressa Feitoza (menor de idade), ex-presa política do emblemático dia 15 de outubro de 2013. Local: 2ª Vara da Criança e do Adolescente (2º andar). Endereço: Av. Rodrigues Alves, 731 – Santo Cristo.

INFORME Aldeia Maracanã
– Continuam sendo ministradas as aulas de tupi-guarani que fazem parte do Projeto de Educação Libertária, mas em dois locais diferentes: toda terça-feira, às 18 horas, na Cinelândia, e no mesmo horário, toda quinta-feira, na UERJ (sala 9031-B).

Sem hipocrisia, essa polícia mata pobre todo dia!

Nota sobre o justo protesto estudantil na UERJ repudiando a presença da Polícia Militar

A Frente Independente Popular do Rio de Janeiro vem a público se manifestar a respeito do protesto estudantil ocorrido na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na última terça-feira, 14/10, que repudiou e de fato expulsou a Polícia Militar do auditório 93 daquela universidade. Fazemos esse posicionamento não apenas porque um dos organizadores do protesto, o coletivo Inimigos do Rei, é membro da FIP-RJ desde a sua fundação, mas também porque repudiamos com veemência o linchamento da justa manifestação estudantil e ameaça de perseguição política contra os ativistas por parte do reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves. Tendo a FIP-RJ de fato sustentado as históricas jornadas de luta contra a Copa do Mundo, em decorrência do que vários de seus membros foram encarcerados e estão sendo processados, e dada a solidariedade que recebemos então, nos vemos igualmente na obrigação de nos solidarizar com os estudantes combativos da UERJ.
É hipocrisia chamar de antidemocrática a atitude de protesto protagonizada pelos estudantes; chamá-los de fascistas ultrapassa os limites do aceitável. Fascista é a instituição Polícia Militar do Rio de Janeiro, que assassina pobres todos os dias. TODOS OS DIAS! As mãos dessa instituição pingam sangue de pobres. O ato foi claramente um repúdio à Polícia Militar e às UPPs, o que está expresso em todas as faixas e palavras-de-ordem, aliás, todas de cunho evidentemente político e quase integralmente retiradas do repertório das manifestações que têm sacudido o Rio há mais de um ano. A apologia às UPPs fica clara sim até mesmo na imagem do livro – policiais militares sob o título “Os donos do morro”. As populações que ali moram, certamente, não são donas de nada… “Críticas” pontuais são também uma forma de legitimação. O que a revolta popular crescente exige é o fim das UPPs e de toda a militarização das comunidades.
Repudiamos a declaração de Luis Eduardo Soares comparando os jovens ao “Comando de Caça aos Comunistas”. Talvez por ignorância Luis Eduardo Soares parece esquecer que o CCC perseguia jovens militantes de esquerda que criticavam o regime militar e atuavam contra ele. Regime militar que foi o autêntico pai dos Esquadrões da Morte e de uma política de segurança baseada no inimigo interno, que persiste até hoje. Se alguém representava, como uma continuidade histórica, o CCC naquele evento, não era certamente a juventude ativista, e sim o representante da PM fascista e assassina.
Repudiamos a declaração do reitor da UERJ Ricardo Vieiralves, chamando os manifestantes/estudantes de fascistas e ameaçando puni-los. Lembramos que esse mesmo reitor tem um histórico de perseguir estudantes, professores e funcionários em decorrência de posições políticas. Foi assim após a ocupação da reitoria em 2008 ou na luta em defesa do bandejão público e gratuito em 2011 (atualmente o restaurante universitário da UERJ é privado, administrado pelo Banco Santander). Em 2012, durante a última greve da universidade, a Tropa de Choque da Polícia Militar invadiu o campus universitário – o que não ocorria desde o regime militar – agredindo estudantes, professores e funcionários, e Vieiralves se omitiu perante um fato tão grave. Quando em julho último uma professora titular da Universidade e diversos estudantes foram encarcerados pela polícia de Pezão, Vieiralves fez declarações tímidas e cautelosas. Certamente considera a defesa da Polícia Militar mais importante que a do direito de livre manifestação, gravemente ameaçado no Brasil dos nossos dias.
No Brasil, infelizmente, somente de poucos anos para cá os torturadores e assassinos do regime militar têm sido escrachados publicamente, e talvez por isso o que ocorreu na UERJ tenha espantado a tantos. Pois foi justamente isso: um escracho público daqueles que torturam e assassinam, só que nas favelas e nos dias atuais.
Saudamos a atitude corajosa dos alunos da UERJ e esperamos que não retrocedam um passo sequer. A ciência não é neutra e nem pode se basear em critérios corporativistas, como claramente parece estar ocorrendo. A luta por construir um conhecimento que não ignore o povo, sua realidade e suas aspirações, a luta por uma universidade realmente popular e emancipadora, é parte integrante da luta por uma nova sociedade. Derrubar os muros que separam as universidades das periferias é tarefa fundamental e verdadeira obrigação de todos os intelectuais honestos e democráticos. Os milhões de moradores de favelas, que não podem se manifestar sob pena de serem esculachados ou mortos, certamente se sentiram representados pela manifestação. Eles conhecem muito de perto a “democracia” da Polícia Militar…

Lutar não é crime!

Por escolas e universidades que sirvam ao povo!

Chega de chacina, polícia assassina!

Frente Independente Popular do Rio de Janeiro (FIP-RJ) – 20/10/2014

Reproduzimos nota da FIST sobre a audiência do Baiano realizada ontem no TJ. LIBERDADE PARA BAIANO! LUTAR NÃO É CRIME!

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PROVAS CONTUNDENTES SÃO APRESENTADAS NO TRIBUNAL DE EXCEÇÃO

Realizou-se dia 20/10, na 14ª vara criminal, mais uma audiência do caso Baiano.Na oportunidade, foram pedidas as prisões dos três PMs que, mentindo deslavadamente, cometeram perjúrio. São eles: o tenente Jade Reis e os sargentos Antonio Carlos Alves e Walace Antonio Ferreira Mota Jr.

Foram entregues ainda mais provas das torturas perpetradas contra Jair Seixas Rodrigues durante sua prisão em Bangu, através de documentos produzidos pelo Mecanismo Estadual de Prevenção e o Combate à Tortura da Assembleia Legislativa Do Estado Rio de Janeiro,que finalmente acatou as antigas denúncias já efetuadas pela defesa de Baiano. Ademais, a promotora Maria Helena Biscaia não participou do julgamento, uma vez que acatou a suspeição impetrada pela defesa.

Na verdade, concluiu-se que as testemunhas policiais tiveram a intenção de criminalizar Jair e o movimento social, o que os faz verdadeiros criminosos com a prática de prisão ilegal e arbitrária, por abuso de autoridade, de denuciação caluniosa e de falso testemunho. Essas condutas têm que ser objeto de reprimenda pelo Judiciário, uma vez que não se pode condenar alguém que sabidamente é inocente. Jair foi preso às 20:30h e levado para a 5ª DP. A viatura que o conduziu voltou ao local da manifestação e foi vitimada, juntamente com um micro-ônibus também da PM, às 21h. Ou seja, Jair é acusado de cometer um crime impossível que somado às torutras recebidas, ao seu corte de cabelo que o descaracterizou, aos 67 dias passados na prisão e à humilhante apresentação que tem que fazer mensalmente ao Juízo, configuram na verdade um Tribunal de Kafka, um tribunal de exceção, contra Jair, a Fist,a Fip e o movimento social resistente.

O juiz agora analisará os vídeos comprobatórios, depois a nova representante do Ministério Público falará, sendo em seguida aberto o prazo para a defesa e, após, o interrogatório do acusado inocente.

ABSOLVIÇÃO PARA JAIR SEIXAS RODRIGUES E PRISÃO PARA OS PMs MENTIROSOS !